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Histórias de quem mudou hábitos em busca de mais saúde


'Perder 34 kg me fez ter energia de sobra para brincar com minha filha'

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Bárbara Therrie

Colaboração para o VivaBem

30/12/2021 04h00

Pesando 96 kg, Jéssica Santos, 25, decidiu mudar após perceber que estava perdendo a infância da filha, pois não tinha pique para brincar com ela. No auge da pandemia, a influenciadora digital de Recife (PE) começou a fazer exercícios em casa, mudou a alimentação e chegou a 62 kg em oito meses:

"Quando criança, minha mãe me deixava com minha avó ou com a babá para poder trabalhar. Elas não se preocupavam tanto com a minha alimentação e me deixavam comer muita besteira. Esses hábitos ruins permaneceram comigo na adolescência e vida adulta, inclusive, quando comecei a fazer faculdade de nutrição.

Mesmo aprendendo no curso o que era uma alimentação saudável, não conseguia deixar de comer mal. Algumas pessoas da família me criticavam dizendo como eu seria uma nutricionista se estava gorda e não conseguia melhorar nem o meu próprio cardápio. Isso me deixava triste, com raiva, afetava o meu psicológico e eu comia mais ainda.

Como Emagreci Jéssica - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Nessa época minha vida era bem corrida, saía do trabalho direto para a universidade e acabava comendo lanches, batata frita e doces. E mesmo quando eu tinha oportunidade de consumir coisas mais saudáveis, como nos dias de folga, fazia lasanha, macarrão, bolos.

Nesse período, meu peso saltou de 65 kg para 86 kg. Até tentei seguir algumas dietas que montei, mas não conseguia manter a boa alimentação por mais de dois dias.

Em 2018, engravidei e tranquei o curso de nutrição no último ano. Cheguei a 102 kg durante a gravidez e tive hipertensão gestacional. A obstetra recomendou que eu fizesse acompanhamento com uma nutricionista. Pedi a uma colega de turma, que já tinha se formado, para montar meu plano alimentar.

Ela me atendeu e elaborou o cardápio, mas eu também não segui. Fiz só algumas mudanças na dieta por conta própria, como diminuir o consumo de sal e ingerir mais verduras e legumes.

Quando minha filha nasceu, minha compulsão alimentar só piorou. Meu marido trabalhava fora e eu cuidava integralmente da bebê. Quando ela dormia, eu comia exageradamente —chegava a comer uma pizza inteira, uma barca de sushi, 1 kg de açaí ou vários hambúrgueres.

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Imagem: Arquivo pessoal

Essas comidas me davam um prazer momentâneo. Eram como uma espécie de recompensa por um dia de muito estresse, em que fiquei o dia todo com a minha filha.

A obesidade me gerou crises de ansiedade, prejudicou meu casamento e me deixou com a autoestima baixa. Não me achava bonita e as roupas não serviam mais. Não gostava de sair. Para evitar os olhares das pessoas na rua, passava o dia todo em casa, de pijama.

Sentia vergonha de mostrar meu corpo até para o meu marido. Por causa disso (e também das demandas da maternidade), ficamos dois anos sem ter relação sexual. Nós dormíamos em quartos separados e nos divorciamos depois do meu processo de emagrecimento.

Como Emagreci Jéssica - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

À medida que minha filha foi crescendo, comecei a ter dificuldade de acompanhar o ritmo dela. Eu não fazia nenhuma atividade com ela que me exigisse muito esforço físico, pois me sentia cansada e tinha fortes dores na lombar. A gente passava o dia todo assistindo à televisão no sofá ou brincando de boneca no tapete.

Teve um dia que minha filha me chamou para brincar de pega-pega. Eu disse que não porque sabia que ia ficar com dor na coluna, ela ficou sentida e começou a chorar. Aquele choro mexeu comigo, fiquei arrasada. Foi quando percebi que, mesmo presente, eu estava deixando de participar da infância da minha filha por causa da obesidade.

A ficha caiu: ou eu mudava para aproveitar a infância dela ou eu seria uma mãe obesa e sedentária, que nunca iria pular e correr com a filha

No dia seguinte, em 18 de junho de 2020, pesando 96 kg, assinei uma plataforma de exercícios em casa e fiz um programa de atividade física voltado a mães, com treinos que duravam 15 minutos —por causa da pandemia, era inviável ir para uma academia.

No segundo mês agreguei uma modalidade que misturava música e artes marciais e, posteriormente, comecei a fazer um programa focado em ganho de força.

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Imagem: Arquivo pessoal

Fazia exercícios de segunda a sábado e me virei como pude. Como não tinha os halteres sugeridos no treino, usava como peso saco de arroz, garrafa pet com areia dentro e galão de água de 20 litros. Treinava no horário da soneca da minha filha e, quando ela acordava, a usava como peso e o exercício virava uma grande diversão.

Também fiz mudanças na alimentação. Investi no jejum intermitente —jantava por volta das 18h e voltava a comer só no almoço, às 12h— e passei a consumir só alimentos naturais: arroz, feijão, carne, salada, verduras, frutas, batata-doce, batata inglesa e mandioca.

Cortei o açúcar e, quando sentia vontade de comer doce, fazia um 'bolo fit' com farinha de aveia, banana, ovo e cacau em pó.

Emagreci 16 kg em dois meses, só que o começo não foi fácil. Fazia os exercícios com dor e a alimentação não era tão prazerosa.

Mas, quando vi os primeiros resultados, comecei a gostar do que estava vivendo. Deixei de focar no objetivo final e passei a curtir cada etapa do processo, cada quilo perdido, cada dor superada.

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Imagem: Arquivo pessoal

No terceiro mês, procurei uma nutricionista. Ela montou um plano alimentar com seis refeições diárias e um cardápio mais diversificado, com tapioca, panqueca, ovo, pão de forma integral, iogurte natural, sopas, frutas, sobrecoxa assada, semente de abóbora, entre outros alimentos.

Em oito meses, sequei 34 kg e cheguei a 62 kg. Durante o processo, participei de alguns desafios de emagrecimento e ganhei em todas as etapas, totalizando um prêmio de R$ 13.200. Passei a compartilhar no meu Instagram (@_jessicasantosl) minha rotina de treino e alimentação para incentivar outras pessoas e isso me motivou a criar um programa de emagrecimento em parceria com uma nutricionista, em que sou responsável por cuidar da parte motivacional das participantes.

Este ano, parei com os treinos em casa e comecei a fazer academia com personal trainer e um acompanhamento com nutricionista esportivo. O objetivo agora é ganhar massa magra.

Minha disposição melhorou 100%, especialmente, para brincar com a minha filha. Corro com ela na praia, caminhamos no parque e andamos de bicicleta na orla todos os dias. Estou aproveitando muito mais a infância dela.

O start para mudar veio por causa de minha filha, mas ter hábitos saudáveis se tornou um estilo de vida que quero manter para sempre."

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