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Disfunção sexual no diabetes: quando acontece e como prevenir?

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Imagem: iStock

Agência Einstein

10/12/2021 10h37

As disfunções sexuais podem não ser as consequências mais associadas ao diabetes, mas também estão presentes nas reclamações dos pacientes. O impacto da doença nas condições metabólicas, neurológicas, vasculares, hormonais e emocionais de homens e mulheres colaboram para esses sintomas. Disfunção erétil e a redução no desejo sexual são as principais reclamações.

Tanto os diabéticos do tipo 1 quanto os do tipo 2 apresentam esse risco, de acordo com Denise Franco, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia da Regional de São Paulo (SBEM-SP). Porém, alguns trabalhos mostram que, dependendo do grupo que for avaliado, pode ser mais incidente entre os de tipo 1, devido às complicações neurovasculares da doença.

Além das alterações metabólicas, Franco cita outras interferências do diabetes que pode comprometer a saúde sexual dos pacientes. "Existem outros aspectos, como o índice de massa corpórea [IMC], [os valores da] hemoglobina glicada [exame que avalia os níveis de açúcar em circulação] e a descompensação glicêmica [elevação do açúcar no sangue]. Mas os relatos não são tão claros, e ainda conflitantes", explica a especialista. Tanto os valores da hemoglobina glicada quanto os de glicemia detectam a descompensação glicêmica do paciente.

Homens e mulheres: reclamações diferentes

Nas diferenças entre os gêneros, a especialista destaca que mais homens tendem a apresentar algum grau de disfunção do que em comparação às mulheres. "Do que elas mais se queixam é da diminuição do desejo sexual, da dificuldade em atingir o orgasmo, principalmente pela falta de lubrificação, e da dor no ato sexual", explica.

Entre os homens, a disfunção erétil é a mais citada e confirmada em um estudo publicado no periódico científico Diabetic Medicine. A pesquisa analisou os dados de 1.935 pessoas com o diagnóstico de diabetes, participantes de um estudo maior, chamado de Diabetes MILES (Management and Impact for Long-Term Empowerment and Success Study). O estudo investigou os aspectos psicossociais de viver com diabetes e os participantes responderam a um questionário que avaliava as disfunções sexuais e a gravidade.

Problemas de orgasmo também foram relatados pelos homens, enquanto as mulheres declaram diminuição do desejo sexual, problemas de lubrificação e disfunção orgástica. Nos dois casos, o estresse da doença foi destacado como uma das causas.

De acordo com os autores, apesar dos resultados, mais pesquisas são necessárias para entender os mecanismos biológicos, psicológicos e sociais relacionados a disfunções sexuais em pessoas com diabetes.

Controle da doença ajuda, mas não é a única medida

Controlar o diabetes é fundamental para garantir a saúde sexual. No entanto, não é o suficiente para evitar a disfunção. Além de monitorar a glicemia, é importante que o paciente se atente a outros fatores de risco, como:

  • Hipertensão arterial descompensada;
  • Dislipidemia (gordura no sangue);
  • Estresse e depressão gerados pelo diabetes.

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