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Serrana (SP): CoronaVac tem efetividade de 94,9% contra mortes por covid-19

A CoronaVac também apresentou efetividade de 95% contra internações e de 80,5% contra casos sintomáticos de covid - Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo
A CoronaVac também apresentou efetividade de 95% contra internações e de 80,5% contra casos sintomáticos de covid Imagem: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo

Do VivaBem, em São Paulo

03/12/2021 15h46Atualizada em 03/12/2021 17h11

Dados da primeira análise do estudo da CoronaVac em Serrana, no interior de São Paulo, mostram que a vacina tem efetividade de 94,9% na prevenção de mortes por covid-19, segundo o Instituto Butantan. A pesquisa ainda indica que os efeitos indiretos da vacinação começam a se manifestar a partir do momento em que 52% da população já tomou duas doses — protegendo, inclusive, quem não se imunizou.

A CoronaVac também apresentou efetividade de 95% contra hospitalizações e de 80,5% na prevenção de casos sintomáticos de covid-19, além de ter se mostrado eficaz contra a variante gama do coronavírus (P.1), que predominava no Brasil em todo o primeiro semestre deste ano, ainda de acordo com o Butantan.

Os voluntários do estudo — chamado "Projeto S" — foram vacinados com a CoronaVac em um esquema de duas doses, com intervalo de quatro semanas entre cada uma, entre fevereiro e maio de 2021. No total, completaram o esquema vacinal 81,3% da população adulta e 60,9% da população urbana de Serrana, o equivalente a cerca de 27 mil pessoas. Destas, 16% tinham mais de 60 anos.

Ao analisar o impacto da vacinação na população idosa (acima de 60 anos), a efetividade da CoronaVac permanece alta, segundo o Butantan. Nos mais velhos, a vacina apresentou efetividade de 96,9% na prevenção de mortes; de 96,9% contra hospitalizações, e de 86,4% contra casos sintomáticos da covid-19.

Durante o período do estudo, 1.447 casos de covid-19 foram reportados em Serrana. Destes, 361 (24,9%) foram sequenciados, indicando uma incidência da variante gama de 92% a 100% na cidade.

"Não é possível fixar um nível mínimo de imunização para controlar a covid-19 em uma área, mas os resultados do Projeto S demonstram que quando 52% da população havia recebido as duas doses da vacina, os efeitos indiretos de proteção começaram a ser observados nos outros grupos que ainda não haviam completado a imunização", explicou o Butantan.

Além disso, durante o período do estudo em Serrana, "o número de infecções entre crianças também foi reduzido, indicando o efeito indireto da CoronaVac nesta população, que não foi imunizada".

Os resultados da pesquisa — conduzida por cientistas do Butantan, do Hospital Estadual de Serrana, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo) e da Secretaria Municipal da Saúde de Serrana — estão descritos no artigo "Projeto S: a stepped-wedge randomized trial to assess CoronaVac effectiveness in Serrana, Brazil", divulgado na segunda-feira (29) na plataforma SSRN.

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