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Nem cafeína, nem alimentação: álcool é gatilho para arritmia, diz estudo

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

29/11/2021 15h56

Uma pesquisa da Universidade de São Francisco, na Califórnia, mostrou que apenas a ingestão de bebida alcoólica —e não a ingestão de cafeína, nem dormir do lado esquerdo ou não dormir bem— pode comprovadamente ser associada aos episódios de arritmia cardíaca.

O estudo, publicado no periódico JAMA Cardiology, foi apresentado no encontro anual da American Heart Assoaciation (AHA). O resultado levou os autores a concluir que indivíduos podem reduzir seu risco de fibrilação atrial (FA) ao evitar alguns gatilhos.

Como o estudo foi feito?

Os cerca de 450 participantes do ensaio clínica randomizado usaram um aparelho de eletrocardiograma portátil junto com um aplicativo de telefone para marcar potenciais gatilhos como bebida alcoólica e cafeína, dormir do lado esquerdo do corpo ou não dormir bem, comer uma refeição muito grande, praticar alguma atividade física ou qualquer atividades que eles acreditassem ser relevante.

O resultado é que, embora a ingestão de cafeína tenha sido o item mais comumente marcado como gatilho para a arritmia, não foram encontradas evidências científicas dessa relação.

Por outro lado, a ingestão de bebida alcoólica mostrou-se como causa mais provável de aumentar o risco de fibrilação atrial.

Os pesquisadores ficaram surpresos, no entanto, ao notarem que, embora alguns gatilhos apontados não apresentassem qualquer relação com o problema, o grupo monitorado apresentou menos episódios de arritmia do que as pessoas no grupo de controle —dando a entender que apenas a necessidade de se autoavaliar já provocou mudanças significativas na rotina que conseguiram inibir o problema.

Por que isso é importante?

O estudo vai ajudar os cientistas a entenderem melhor os gatilhos da fibrilação atrial. Mostrou, também, que o único gatilho com evidências de que provoque o problema é o consumo de bebida alcoólica.

Além disso, os pesquisadores ficaram animados com a forma como o estudo foi feito, de forma remota e por meio de um aplicativo, e apostam que esse novo formato irá ajudar em outros estudos que trarão informações clínicas relevantes sobre como os indivíduos lidam com suas condições de saúde.

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