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Covid-19: Estudo diz que distanciamento de 2 metros não impede transmissão

Algumas cidades brasileiras têm dispensado o uso de máscaras ao ar livre - Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo
Algumas cidades brasileiras têm dispensado o uso de máscaras ao ar livre Imagem: Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo

Do ViveBem, em São Paulo

24/11/2021 16h46

Um estudo de pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, mostrou que apenas o distanciamento social de dois metros, sem o uso de máscaras, nem sempre é suficiente para evitar o contágio por covid-19. A regra foi adotada como medida de proteção por muitos países do mundo, inclusive o Brasil, e tem sido reduzida à medida que os casos diminuem e a vacinação avança.

Segundo a pesquisa do departamento de engenharia da universidade, publicada na revista Physics of Fluids, mesmo ao ar livre, uma pessoa infectada, que esteja sem máscara, ainda pode infectar outras que estejam a distância de dois metros. O estudo usou modelagem de computador para medir como as gotículas exaladas pelas pessoas se espalham pelo ar após uma tosse.

O levantamento foi feito para mostrar quantas gotículas - e qual o tamanho delas, atingem outra pessoa após uma tosse. O estudo mostrou que esse é um dado que varia conforme o tempo após a tosse e a distância, mas lembraram que pessoas doentes tossem várias vezes, o que pode aumentar o risco no ambiente.

De acordo com os pesquisadores, a análise mostrou que nesse cenário a maioria das gotículas maiores caem em superfícies próximas, mas gotas menores suspensas no ar podem se espalhar rapidamente para além de dois metros. Por isso, eles ressaltaram a necessidade e a importância de ventilar espaços internos e usar máscaras.

Liberação do uso de máscaras ao ar livre

O governo de São Paulo anunciou hoje a liberação do uso obrigatório de máscaras em ambientes abertos e sem aglomeração. A medida passa a valer no próximo dia 11 de dezembro em todo o estado.

Como o UOL havia adiantado, a flexibilização será permitida em lugares amplos, como rua e parques, que permitam distanciamento. Além disso, a proteção seguirá obrigatória em locais fechados e no transporte público.

Entre os argumentos usados é que estudos desde 2020 mostram que o risco de contaminação em locais abertos e ventilados é quase zero.

Após o anúncio, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse em entrevista ao UOL News, que a cidade deve seguir o estado e liberar as máscaras em locais abertos. Nunes explicou que a Secretaria Municipal de Saúde já apresentou dois estudos que servirão de base para a decisão, e uma terceira pesquisa deve ser apresentada em 5 de dezembro.

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