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Reino Unido aprova uso de medicamento oral contra covid-19

Molnupiravir foi desenvolvido em conjunto pela MSD (Merck Shape e Dohme) e Ridgeback Biotherapeutics. - Divulgação/ MSD
Molnupiravir foi desenvolvido em conjunto pela MSD (Merck Shape e Dohme) e Ridgeback Biotherapeutics. Imagem: Divulgação/ MSD

Do VivaBem, em São Paulo*

04/11/2021 08h19Atualizada em 04/11/2021 10h14

O Reino Unido se tornou hoje o primeiro país do mundo a aprovar o uso do molnupiravir, medicamento antiviral contra a covid-19 que foi desenvolvido em conjunto pela MSD (Merck Shape e Dohme) e Ridgeback Biotherapeutics.

A agência reguladora de medicamentos e produtos de saúde britânica (MHRA) recomendou que o medicamento oral seja utilizado o mais rápido possível após um teste de covid-19 positivo, dentro de cinco dias após os primeiros sintomas.

A autorização no Reino Unido ocorre no momento em outras agências nos Estados Unidos e na Europa avaliam o uso do medicamento. Conselheiros americanos se reunirão ainda neste mês para votar se o molnupiravir deve ser autorizado.

A pílula, que será chamada de Lagevrio na Grã-Bretanha, tem sido observada de perto desde que dados divulgados pela empresa no mês passado mostraram que ela pode reduzir pela metade as chances de morte ou hospitalização quando administrada no início da doença em pessoas com maior risco de desenvolver covid-19 grave.

O governo britânico ainda irá confirmar como este tratamento contra a covid-19 será administrado em pacientes. Testes anteriores indicaram eficácia quando o remédio foi ingerido a cada 12 horas, durante cinco dias.

Testes

No começo deste mês, a MSD anunciou que o molnupiravir, que foi concebido para introduzir erros no código genético do vírus, diminuiu em cerca de 50% o risco de hospitalização ou morte em pacientes com risco de desenvolver doenças graves. Os dados fazem parte de resultados provisórios de testes clínicos.

Uma análise provisória planejada de 775 pacientes do estudo da MSD mostrou que 7,3% dos que receberam molnupiravir ou foram hospitalizados, ou haviam morrido até 29 dias após o tratamento, o que ocorreu com 14,1% dos pacientes com placebo. Não houve mortes no grupo de molnupiravir, mas houve oito entre pacientes com placebo.

O estudo contou com pacientes com covid-19 com quadros de brandos a moderados confirmado em laboratório que tiveram sintomas durante não mais de cinco dias. Todos eles tinham ao menos um fator de risco associado a uma recuperação precária de doenças, como obesidade ou idade avançada.

A MSD também anunciou em setembro que o sequenciamento viral mostra que o molnupiravir é eficaz contra todas as variantes do coronavírus, incluindo a altamente transmissível delta.

Atualmente, a MSD coordena um estudo de fase 3 internacional do medicamento, que tem a participação do Brasil.

*Com informações da agência Reuters.

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