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Fui diagnosticada com um tumor no ovário, posso fazer atividades físicas?

Fernanda Garcia/UOL VivaBem
Imagem: Fernanda Garcia/UOL VivaBem

Daniel Navas

Colaboração para VivaBem

26/10/2021 04h00

Fui diagnosticada com um tumor no ovário. Posso fazer atividades físicas? E quais são as mais indicadas?

Sim. Os exercícios são seguros e benéficos antes, durante e após o tratamento do câncer. Afinal, o treino pode ajudar a melhorar a disposição física, a imunidade e ainda equilibrar o hábito intestinal. Tudo isso contribui para melhorar a qualidade de vida. As atividades físicas também ajudam a reduzir os efeitos colaterais do tratamento e, possivelmente, contribuem para diminuir o risco de novos cânceres no futuro. Claro que é sempre importante conversar com a equipe médica que está tratando da sua enfermidade. Além disso, é interessante também seguir a orientação de um educador físico que conheça seu diagnóstico e suas limitações.

A atividade física também ajuda a reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, a diminuir o cansaço e a falta de apetite, além de melhorar a qualidade do sono e aumentar a imunidade e a sensação de bem-estar. Os exercícios regulares também podem diminuir os efeitos colaterais do tratamento e aumentar o tempo de vida, com redução de até 35% na mortalidade, de acordo com informações do Inca (Instituto Nacional de Câncer).

Por outro lado, é preciso ficar atenta às situações que exigem repouso, como no pós-operatório, por exemplo, para que o processo de cicatrização do abdômen ocorra de maneira eficaz. Além disso, é sempre importante respeitar a sua tolerância. Portanto, se sentir alguma dor, pare o treinamento imediatamente e converse com o professor a respeito. Pode ser necessário trocar o exercício.

Mas, de maneira geral, recomenda-se a atividade aeróbica, como corrida, bicicleta, natação etc, de intensidade moderada a alta por, pelo menos, três vezes por semana, cerca de 30 minutos. Já o treino de resistência, como a musculação, é indicado praticar pelo menos duas vezes por semana.

Praticar exercícios durante o tratamento também requer algumas orientações:

  • Comece devagar. Aumente lentamente a frequência e a duração dos exercícios. Seus músculos dirão quando você precisa desacelerar e descansar, ou fazer mais atividades.
  • Exercite-se como você pode. Experimente curtos períodos de treino com pausas frequentes para descanso.
  • Não faça exercícios acima de um nível moderado de esforço sem falar com seu médico.
  • Evite qualquer atividade que a coloque em risco de quedas ou lesões.
  • Tente incluir atividades físicas que utilizam grandes grupos musculares, pois isto ajudará a manter a massa magra e a força óssea.
  • Sempre comece com exercícios de aquecimento e termine sua sessão com treinos de alongamento ou flexibilidade.

Também é interessante ficar atenta a sua dieta. Afinal de contas, assim como os exercícios físicos, seguir uma alimentação equilibrada pode aumentar a sobrevida (tempo de vida após o diagnóstico) das pacientes com câncer ginecológico. Ainda segundo o Inca, consumir alimentos saudáveis ajuda a reduzir em 22% o risco de morte. Então, priorize sempre alimentos frescos e naturais, minimamente processados —aqueles que encontramos na feira, no sacolão e no açougue. Exemplo: verduras, frutas, legumes, carnes, peixes e ovos, além de iogurtes, oleaginosas e azeite. Deve-se evitar alimentos industrializados, processados, refinados e ricos em açúcar, além de reduzir ao máximo o consumo de álcool.

Fontes: Luiza Maciel, cirurgiã oncológica do Serviço de Ginecologia Oncológica do Hospital do Câncer II - Inca (Instituto Nacional de Câncer); Mariana Scaranti, oncologista especializada em tumores femininos do Hospital Nove de Julho, em São Paulo; Selso José Rodrigues Melo, cirurgião oncológico do Hospital Promater Natal, no Rio Grande do Norte.

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