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Natália Lage diz que congelou óvulos; qual a melhor idade para se fazer?

Reprodução Instagram / @natalialage78
Imagem: Reprodução Instagram / @natalialage78

Do VivaBem, em São Paulo

23/10/2021 12h57

A atriz Natália Lage afirmou que congelou óvulos e planeja maternidade no futuro. "Penso em ter filhos e tenho óvulos congelados", disse, em entrevista ao portal Gshow.

Natália, de 42 anos, namora o ator Silvio Giundane desde maio de 2019 e está escalada para a próxima novela das nove da Rede Globo, "Um Lugar ao Sol", que deve estrear em novembro.

De acordo com especialistas, a procura pelo congelamento de óvulos está cada vez mais frequente. A técnica permite que mulheres tenham um estoque de óvulos de boa qualidade e em quantidade ideal para tentar uma fertilização no momento em que desejarem ter filhos.

"Antigamente, a gente fazia o procedimento uma vez a cada mês, no máximo. Hoje já realizamos um por semana", afirma o médico ginecologista e obstetra Geraldo Caldeira, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e das sociedades brasileiras de Reprodução Humana (SBRH) e de Reprodução Assistida (SBRA). Ele explica que, além de mais conhecida, a técnica ficou mais eficiente nos últimos anos, o que fez aumentar a procura.

Existe uma idade certa para fazer isso?

Sim. De acordo com Claudia Gomes Padilha, médica especialista em reprodução humana e diretora médica do grupo Huntington, após os 35 anos, há uma queda natural da fertilidade, da qualidade e da quantidade de óvulos, por isso o indicado é coletar o material até essa idade.

Enquanto as chances de efetividade de uma fertilização com óvulos de uma mulher de 35 anos chegam a 60%, elas caem para menos de 10% após os 40 anos.

O congelamento de óvulos também é recomendado para mulheres diagnosticadas com alguns tipos de câncer, antes de submeterem às sessões de quimio e radioterapia, procedimentos que acabam interferindo na fertilidade.

No entanto, mesmo com o avanço da medicina, o congelamento não é sempre garantia de sucesso. Sérgio Pereira Gonçalves, ginecologista com especialização em Reprodução Humana Assistida pela FEBRASGO e membro da ASRM (American Society for Reproductive Medicine), ressalta que é comum a paciente ficar com uma falsa impressão de que a fertilidade está garantida e preservada, mas nem sempre é assim. "Quando o congelamento de óvulos ocorre até os 35 anos, a chance de sucesso do tratamento é de até 50%. Depois dos 40, esse número cai para quase 5%, explica.

Como funciona

O processo se assemelha a uma fertilização in vitro. Na primeira consulta, o especialista deve solicitar uma série de exames, que vão desde os de rotina ginecológica, para detectar hepatite, HIV e outras viroses, até os específicos, que medem a quantidade e qualidade dos óvulos.

O próximo passo é a estimulação hormonal da ovulação, feita por meio da aplicação de injeções subcutâneas por cerca de dez dias. "Nesse período, a mulher precisa realizar ultrassons todos os dias para verificar o crescimento dos folículos nos ovários", explica a médica Claudia Padilla. Por conta dos hormônios, é comum que as mulheres sintam sintomas de uma tensão pré-menstrual mais forte, como inchaço e mudanças de humor. "Mas não engorda", diz Padilla.

Em seguida, aplica-se uma última injeção, que induz o amadurecimento dos óvulos. Dois dias depois, é realizada a coleta do material, o que é feito na clínica com a mulher sedada. Em geral, é preciso realizar o processo por no mínimo dois ciclos, para atingir o número ideal de óvulos, de dez a 20.

Esse material pode ficar guardado no laboratório por tempo indeterminado, até que a mulher decida engravidar. Quando isso acontece, os óvulos são descongelados e é realizada a fertilização. Vale lembrar que mesmo fazendo o procedimento, não há garantias de que a técnica dê certo para todas as mulheres.

* com informações de reportagens publicadas em 16/07/2020, 04/02/2020 e 07/06/2019.

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