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Ansiedade, virose ou intolerância? Veja como diferenciar causas da diarreia

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Imagem: iStock

Luiza Vidal

Do VivaBem, em São Paulo

21/10/2021 04h00

Bate aquela dor de barriga e você corre para o banheiro mais próximo. Todo mundo já passou por essa sensação em algum momento da vida. Quando as fezes saem líquidas e pastosas, com mais de três evacuações por dia, a condição leva o nome de diarreia.

Ela pode ser causada por diversos motivos, como infecções por vírus e bactérias, medicamentos, determinados alimentos, doenças intestinais, além de situações de muito estresse e ansiedade.

Segundo Antonio Guilherme Melo e Silva Guimarães, gastroenterologista da rede de clínicas AmorSaúde, parceira do Cartão de Todos, de Marabá (PA), é difícil descobrir a causa da diarreia em um primeiro momento, mas é possível detectar sinais importantes para o diagnóstico.

"Por exemplo, se a diarreia surgir com febre e vômito, provavelmente é do tipo infecciosa causada por uma bactéria ou vírus. Quando não há febre, a gama de causas pode ser ainda maior", explica.

A diarreia que ocorre após ingestão de água ou alimentos contaminados é a mais comum, podendo ser provocada por bactérias, parasitas ou vírus. Abaixo, saiba como diferenciá-las:

  • Vírus

Do tipo infecciosa, nesta situação, a diarreia é causada por um vírus —como o rotavírus— e provoca uma evacuação intensa, com mais de três idas ao banheiro no dia. Tende a durar de 40h a 72h e pode vir acompanhada dos seguintes sintomas:

  • Náusea;
  • Cólica;
  • Vômito;
  • Distensão abdominal.

Em casos mais graves, o paciente pode apresentar febre, dor abdominal mais forte e desidratação. Neste caso, é indicado procurar atendimento médico para tratar o problema. Em quadros leves, a pessoa pode manter os cuidados em casa, ingerindo bastante líquido, soros caseiros e optar por uma dieta mais leve.

  • Bactérias

Também do tipo infecciosa, as bactérias, como Salmonella spp e Escherichia coli, estão presentes em águas ou alimentos contaminados. Nesta situação, a diarreia pode aparecer de forma mais intensa, com mais de 10 evacuações por dia e é possível que tenha a presença de sangue. Outros sintomas podem surgir:

Neste caso, é indicado procurar o atendimento médico para avaliação e alívio de sintomas. Dependendo do paciente, é necessário medicação e hidratação intravenosa.

  • Intolerância alimentar

Há outros casos de pessoas que possuem intolerância a certos alimentos, como à lactose ou ao glúten. Neste caso, ao ingerir a comida, rapidamente vem a vontade de fazer cocô. Portanto, quando não há o consumo desses alimentos, não há diarreia. Outros sintomas podem vir relacionados neste quadro; veja alguns:

  • Dor abdominal;
  • Inchaço;
  • Náusea;
  • Fadiga.

Ao suspeitar da intolerância, é indicado procurar um médico que faça uma investigação completa da saúde do paciente. Exames de laboratório podem ajudar no diagnóstico.

  • Síndrome do intestino irritável

É quando a diarreia não é tão frequente e, sim, mais esporádica e menos intensa. Nesta situação, também pode vir acompanhada de períodos de constipação —ora o intestino solta mais, ora fica ainda mais "preso". É também comum que o paciente reclame da sensação de "barriga inchada".

Por ter sua causa ainda desconhecida, não existe um exame que seja capaz de detectar a síndrome do intestino irritável. Em algumas situações, seu diagnóstico é fechado a partir da exclusão de outras condições que podem afetar o intestino, como a doença de Crohn.

Para alívio de sintomas, o indicado é inserir hábitos saudáveis e, principalmente, cuidar da saúde mental já que a síndrome tem muita relação com as emoções.

  • Fatores emocionais

Nervosismo, ansiedade e estresse afetam o corpo de diversas formas. O paciente pode sentir tremor pelo corpo, taquicardia, náusea, sudorese nas mãos e também a diarreia. Nesta ocasião, a evacuação com fezes mais pastosas ou líquidas tende a passar quando a situação de "muito estresse" acaba.

Desta forma, é sempre indicado procurar ajuda de profissionais da saúde mental que podem realizar um tratamento da causa.

  • Medicamentos

Alguns remédios, como os antibióticos, podem causar diarreia porque alteram a microbiota intestinal. É algo que tende a passar após o uso dos medicamentos. Nesta situação, é importante manter-se hidratado e adotar uma dieta mais leve.

Dê atenção para o seu intestino

"Se a pessoa apresentar uma diarreia que não passa ou que é esporádica, mas persistente, ela precisa procurar um médico", alerta André Augusto Pinto, gastroenterologista, cirurgião bariátrico e coordenador da Clínica Gastro ABC (SP).

Esse médico pode ser um clínico geral num primeiro momento ou então um gastroenterologista ou proctologista. São eles que podem indicar exames específicos para descobrir a causa da diarreia.

Por fim, quadros de diarreia em crianças e idosos merecem mais atenção porque eles podem apresentar desidratação rapidamente —os sinais mais comuns, além da própria diarreia, são sede excessiva, boca seca, olhos fundos, entre outros.

Procure um atendimento no pronto-socorro caso apresente os seguintes sinais:

  • Diarreia por mais de uma semana;
  • Febre alta, acima de 38,5ºC;
  • Evacuação intensa que não melhora após 24h;
  • Vômitos frequentes;
  • Fezes com a presença de sangue.

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