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Pesquisa: 78% das pessoas acreditam que doenças afetam o relacionamento

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Imagem: iStock

Bruna Alves

De VivaBem, em São Paulo*

19/10/2021 13h47

Uma pesquisa realizada pelo aplicativo de relacionamento amoroso happn, em parceria com o movimento Vem Falar de Vida, concebido pela farmacêutica Roche, mostrou que 78,5% dos usuários do app acreditam que a intimidade de um casal pode ser afetada por algum problema de saúde.

A pesquisa focou em questões sobre saúde e relações, incluindo o câncer da mama, que atinge milhões de mulheres de todas as idades ao redor do mundo, embora seja mais frequente a partir dos 50 anos. Participaram do levantamento online 1.600 pessoas, de ambos os gêneros, usuários do aplicativo happn e de todas as regiões do Brasil.

Os dados mostraram que 71% das pessoas entrevistadas consideram que tópicos de saúde física e mental devem ser discutidos com o crush, mesmo que ainda não estejam numa relação séria.

Segundo Marcia Parga, psicóloga especialista em psico-oncologia, a pesquisa deixou claro que existe uma preocupação com a saúde, inclusive no contexto das relações, mas que ainda não se traduz em atitudes concretas:

  • Quase 10% dos participantes disseram que o câncer de mama pode ser um impedimento para iniciar um relacionamento com alguém;
  • 28% disseram que é difícil saber até estarem na situação;
  • E a maioria (62%) garantiu que não é um impedimento.

Quando questionados se encorajavam as mulheres de suas vidas (esposas, mães, amigas) a fazer os exames periódicos, 48% responderam que sim, independentemente da época do ano.

Por outro lado, 11% afirmaram que sim, mas especialmente em outubro —enquanto 30% confessaram que esqueciam de lembrá-las. Desses, 11% ainda disseram, simplesmente, que não as encorajava.

"Muitas vezes as pessoas respondem o que se espera delas, no campo da idealização, por isso é importante confrontar com o comportamento em si, como no caso da pergunta sobre quem, na prática, incentivou as mulheres ao autocuidado", comenta Parga.

Acolhimento é fundamental para o tratamento

Diante do medo, insegurança e esperança, além da rotina pesada de exames e tratamentos, a batalha contra o câncer também é fortalecida pelo amor e companheirismo de pessoas queridas, sobretudo do parceiro ou da parceira.

É por isso que Cristiane Petraca, oncologista do Hospital Escola da UFPel (Universidade Federal de Pelotas), vinculado à Rede Ebserh, explica que o câncer, apesar de não ser uma doença contagiosa, dificilmente afeta única e exclusivamente a pessoa doente.

*"Durante o diagnóstico e todo o tratamento, a família e toda a constelação familiar se envolve e acaba afetada de alguma forma do ponto de vista emocional. Por isso, a participação da família é tão importante quanto o tratamento definido", destaca a oncologista.

O diagnóstico e o tratamento para combater o câncer geram um estresse emocional muitas vezes transformador. "Esse cuidado, essa proximidade da família, não necessariamente familiares de sangue, são de suma importância para eles seguirem em frente e para que possam evoluir da melhor forma possível", conclui Petraca.

O câncer de mama

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos.

Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, porém, quando tratado precocemente e de forma adequada apresentam bom prognóstico, com chances de cura que chegam a 95% dos casos.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, o câncer de mama se tornou nesse ano o tipo de tumor mais comumente diagnosticado no mundo, ultrapassando o câncer de pulmão.

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa é que 2021 termine o ano com 66.280 novos casos da doença.

*Com informações de reportagem publicada em 30/11/2019.

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