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Lucas Lucco relembra burnout; repensar forma de trabalhar é essencial

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Imagem: Reprodução/Instagram

Do VivaBem, em São Paulo

05/10/2021 12h19

Em participação durante o podcast Podpah, no YouTube, Lucas Lucco, de 30 anos, relembrou o período em que viveu uma depressão devido à Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional. O cantor acredita que isso aconteceu devido ao acúmulo de atividades profissionais em 2015, quando ele conciliava a agenda musical com as gravações de "Malhação: Seu Lugar no Mundo".

"Estava gravando de segunda a sexta até a noite, para sair do Projac, pegar um avião e fazer show sexta, sábado e domingo. No meio do esquema, eu dei um 'burnout'. Isso é uma coisa que não só a galera que é artista, [mas] todo mundo está suscetível. É o excesso de stress do trampo que te leva a ter gatilhos para despertar uma 'deprê', uma síndrome do pânico, que foi o que aconteceu comigo", detalhou.

Segundo ele, cantar nos show começou a se tornar algo muito difícil, o que só dificultou ainda mais a situação. "Antes de arrumar a mala para ir [viajar e] fazer o show, por algum motivo que eu não sei, eu chorava. De alguma forma eu não queria ir. Isso me machucava muito, porque eu sei que aquilo era o mais que eu mais amava fazer e que eu lutei muito para poder estar ali", continuou.

O que é Burnout?

A Síndrome de Burnout pode ser identificada como um nível devastador de estresse no ambiente de trabalho, que supera a capacidade da pessoa de lidar com o problema. A sobrecarga é o motivo número um para o desenvolvimento da síndrome, mas não só: quem atua em empresas e vive uma falta de reconhecimento do gestor, baixo nível de autonomia e de participação nas decisões, corte de gastos, impossibilidade de promoção e conflitos com chefe ou colegas também pode desenvolver o transtorno, considerado de difícil diagnóstico e que acomete 30% dos cerca de 100 milhões de trabalhadores brasileiros, de acordo com dados da Isma (International Stress Management Association).

A origem do termo "Burnout" é inglesa: a palavra se refere a algo que deixou de funcionar por exaustão de energia, tipo um curto-circuito. O termo "síndrome de Burnout" foi criado pelo psicólogo clínico germano-americano Herbert Freudenberger, em 1974, para descrever o adoecimento que observou em si mesmo e nos seus colegas de trabalho após um exaustivo atuar no tratamento de dependentes de álcool.

Quem sofre do problema acaba se sentindo desprovido de recursos físicos e emocionais para enfrentar as situações profissionais; e culpa por achar que está rendendo abaixo do esperado. Pior: é possível que o indivíduo ainda tente compensar o baixo rendimento fazendo trabalhando mais horas, o que só piora o quadro de exaustão.

Os sintomas da síndrome podem ser bastante parecidos com os da depressão e incluem apatia, dores musculares, alergias, taquicardia, distúrbios do sono, alterações de humor e no apetite, dificuldade de concentração, irritabilidade e ansiedade.

Diagnóstico e tratamento do Burnout

"A Síndrome de Burnout é insidiosa. Ela vai se manifestando pouco a pouco, sem a pessoa se dar conta. Quando o diagnóstico chega, já estamos no auge da crise", destaca Ana Maria Teresa Benevides-Pereira*, psicóloga e autora do livro "Burnout: Quando o Trabalho Ameaça o Bem-estar do Trabalhador". Se não cuidado, o transtorno pode causar úlceras, cardiopatias, diabetes, doenças autoimunes, crises de pânico e depressão ou levar ao alcoolismo, ao uso de drogas e até mesmo suicídio. Portanto, ao primeiro sinal de que algo está errado, procure ajuda psicológica ou psiquiátrica.

"O fundo do poço não se atinge de um dia para o outro. Se perceber que até mesmo as coisas prazerosas do dia a dia perderam o sentido e que ir ao trabalho se tornou um suplício, converse com um profissional", adverte Benevides.

Por meio de uma avaliação, o profissional irá analisar o histórico do paciente, sua relação com o trabalho e os sintomas percebidos. Comprovado o transtorno, é passado o tratamento. "A psicoterapia aliada à reeducação em relação à forma de trabalhar tem se mostrado a melhor forma de tratamento. Os medicamentos podem ser úteis para aliviar os sintomas, caso necessário", orienta a profissional. Ansiolíticos ou antidepressivos só devem ser usados com prescrição médica.

Adotar um estilo de vida saudável, que inclua uma alimentação equilibrada (sem abuso de cafeína ou álcool), boas noites de sono e a prática de hobbies, de exercícios físicos e de atividades de relaxamento, como meditação e yoga, também ajuda. E, sempre que possível, é importante se desconectar das redes sociais e não checar a caixa de e-mails a todos instante.

*Em entrevista para a reportagem de Helô Oliveira publicada em 21/03/2018.

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