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Dormir muitas horas por dia eleva risco de doenças e de morte, diz estudo

Pesquisa feita com população asiática demonstrou que tanto o excesso como a falta de sono aumentam o risco de problemas cardiovasculares e até câncer - iStock
Pesquisa feita com população asiática demonstrou que tanto o excesso como a falta de sono aumentam o risco de problemas cardiovasculares e até câncer Imagem: iStock

Priscila Carvalho

Da Agência Einstein

25/09/2021 13h00

Dormir muitas ou poucas horas por noite eleva o risco de algumas doenças e de morte, segundo resultados de um estudo feito com milhares de indivíduos asiáticos, que foi publicado neste mês no periódico científico Jama.

Os cientistas analisaram as informações de mais de 300 mil pessoas do Japão, China, Cingapura e Coreia do Sul, que foram acompanhadas de 1984 a 2002. As análises foram estratificadas segundo gênero e faixa etária.

A partir dos dados coletados, os cientistas observaram que os homens que dormiam menos de cinco horas ou mais de dez tinham um maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Entre as mulheres, a probabilidade crescia já entre aquelas que dormiam mais de oito horas. No sexo feminino, também foi apontado maior risco de câncer.

Como o estudo foi feito majoritariamente com indivíduos asiáticos, os cientistas ressaltam que são necessárias mais pesquisas para checar se esses mesmos riscos são válidos para outras populações.

Sono a mais

Segundo especialistas, pesquisas anteriores já mostraram que a qualidade do sono dos que dormem demais seria inferior, com mais despertares. Isso afetaria a pressão arterial e a frequência cardíaca, podendo levar a processos inflamatórios.

"Dormir muito está associado com má saúde e com viver menos. O que se recomenda é prestar atenção nos adultos que dormem mais de dez horas por dia", afirma Dalva Poyares, especialista em sono e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ela também é pesquisadora do Instituto do Sono de São Paulo.

Sono a menos

"Dormir menos de seis horas afeta o nosso metabolismo. Há um aumento da grelina [o hormônio "da fome"] e queda da leptina, hormônio que estimula a saciedade. Esse desequilíbrio leva a uma ingestão maior de alimentos e a um risco adicional de diabetes e obesidade", ressalta Andrea Bacelar, neurologista e especialista em Medicina do Sono pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Doenças relacionadas a poucas ou muitas horas de sono

- Diabetes

- Infarto do miocárdio

- Obesidade

- AVC

- Colesterol alto

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