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Covid: Brasil registra 793 novas mortes e tem média mais alta em 9 dias

A média móvel de óbitos ficou em 597. Este é o segundo dia consecutivo que a média volta a subir, depois de um período em queda - Érica Martin/Estadão Conteúdo
A média móvel de óbitos ficou em 597. Este é o segundo dia consecutivo que a média volta a subir, depois de um período em queda Imagem: Érica Martin/Estadão Conteúdo

Carolina Marins, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do VivaBem e colaboração para o VivaBem, em São Paulo

15/09/2021 18h58Atualizada em 16/09/2021 09h27

O Brasil teve hoje 793 mortes por covid-19 e a média móvel de mortes foi a mais alta dos últimos nove dias. Desde o começo da pandemia, já foram registradas 588.640 mortes pela doença. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de Saúde.

Em média 597 pessoas morreram nos últimos sete dias, maior número desde 6 de setembro, quando foram registrados 603 óbitos. Além disso, é o segundo dia acima de 500 depois de passar seis dias abaixo deste indicador.

Com a média de hoje, o país sai da tendência de queda que apresentou nos últimos 22 dias para entrar em estabilidade (-5%) na comparação com o índice de 14 dias atrás.

A média móvel é o melhor indicador para analisar a pandemia, pois corrige as flutuações nos dados das secretarias de saúde que ocorrem aos fins de semana e feriados. A média dos últimos sete dias é comparada com o mesmo índice de 14 dias atrás. Se ficar abaixo de -15%, indica tendência de queda; acima de 15%, aceleração; entre esses dois valores, estabilidade.

Três estados não registraram nenhuma morte pela doença hoje. São eles: Acre, Rio Grande do Norte e Sergipe.

O Ceará revisou seus dados e por isso o número de óbitos registrado hoje foi negativo. Roraima teve problemas no sistema e por isso não atualizou o número de casos.

Seis estados apresentaram tendência de alta hoje, maior número desde 9 de agosto. Outros nove tiveram estabilidade, enquanto 11 e o Distrito Federal tiveram queda.

Das regiões, apenas o Nordeste teve queda com -28%. As demais tiveram estabilidade: Centro-Oeste (-11%), Norte (-6%), Sudeste (-1%) e Sul (5%).

Hoje foram registrados 14.532 novos casos de coronavírus. Desde o início da pandemia já foram feitos 21.032.268 diagnósticos positivos da doença.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-31%)
  • Minas Gerais: estável (-4%)
  • Rio de Janeiro: alta (19%)
  • São Paulo: estável (-12%)

Região Norte

  • Acre: estável (0%)
  • Amazonas: queda (-47%)
  • Amapá: alta (80%)
  • Pará: queda (-21%)
  • Rondônia: alta (80%)
  • Roraima: alta (41%)
  • Tocantins: queda (-28%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-17%)
  • Bahia: queda (-43%)
  • Ceará: queda (-19%)
  • Maranhão: queda (-51%)
  • Paraíba: queda (-26%)
  • Pernambuco: estável (1%)
  • Piauí: alta (50%)
  • Rio Grande do Norte: alta (36%)
  • Sergipe: queda (-90%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-22%)
  • Goiás: estável (-3%)
  • Mato Grosso: estável (-10%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-35%)

Região Sul

  • Paraná: estável (7%)
  • Rio Grande do Sul: estável (-3%)
  • Santa Catarina: estável (7%)

Dados do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou hoje que o Brasil registrou 800 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o começo da pandemia, houve 588.597 óbitos provocados pela doença em todo o país.

Pelos dados da pasta, houve 14.780 testes positivos para a covid-19 no Brasil entre ontem e hoje, elevando para 21.034.610 o total de infectados desde março de 2020.

Segundo o governo federal, houve 20.138.267 casos recuperados da doença até agora, com outros 307.746 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Errata: o texto foi atualizado
Diferente do informado anteriormente na notícia, Mato Grosso do Sul apresentou queda na média móvel dos últimos sete dias, e não estabilidade. O erro foi corrigido.

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