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Covid: Brasil registra 709 novas mortes e média de óbitos volta a subir

Depois de uma sequência de quedas e de ter ficado seis dias abaixo de 500, a média móvel de óbitos voltou a subir e ficou hoje em 520 - Michael Dantas/AFP
Depois de uma sequência de quedas e de ter ficado seis dias abaixo de 500, a média móvel de óbitos voltou a subir e ficou hoje em 520 Imagem: Michael Dantas/AFP

Ana Paula Bimbati, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do VivaBem e colaboração para o VivaBem, em São Paulo

14/09/2021 19h13Atualizada em 14/09/2021 20h43

Após seis dias com a média móvel de mortes de covid-19 abaixo de 500, o índice chegou hoje no Brasil a 520, segundo dados obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de Saúde.

Já nas últimas 24 horas, o país registrou 709 mortes em decorrência da doença. Ao todo, já foram registradas 587.847 óbitos desde o início da pandemia.

A média móvel é o cálculo da média diária de mortes a partir dos dados dos últimos sete dias. O número é considerado o mais confiável para analisar o avanço ou regresso da pandemia, uma vez que consegue corrigir as flutuações nos dados das secretarias de saúde que ocorrem aos fins de semana e feriados, quando os estados trabalham em esquema de plantão.

Nos últimos dias, as médias registradas foram: 461, 457, 453, 468, 473 e 467 (ontem). Neste ano, o índice ficou 191 dias consecutivos acima de mil. Na chamada primeira onda da pandemia no Brasil, o máximo de tempo que a média móvel ficou acima de mil foram 31 dias.

Hoje também foram registrados 12.672 novos casos de coronavírus. Desde o início da pandemia já foram feitos 21.017.736 diagnósticos positivos da doença.

Os estados do Acre, Piauí e Sergipe não registraram nenhuma morte nas últimas 24 horas. O primeiro não registrou também nenhum novo caso da doença desde as 20h de ontem.

Roraima revisou hoje seus dados e registrou uma redução no número de casos. Segundo a secretaria de Saúde, foi encontrada duplicidade em algumas notificações.

Em relação a variação, doze estados e o Distrito Federal registraram queda no índice. Outros nove estabilidade e cinco apresentam alta.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-24%)
  • Minas Gerais: queda (-24%)
  • Rio de Janeiro: estável (-9%)
  • São Paulo: queda (-32%)

Região Norte

  • Acre: estável (0%)
  • Amazonas: queda (-56%)
  • Amapá: estável (0%)
  • Pará: queda (-46%)
  • Rondônia: alta (125%)
  • Roraima: alta (57%)
  • Tocantins: queda (-40%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-17%)
  • Bahia: queda (-43%)
  • Ceará: alta (23%)
  • Maranhão: queda (-61%)
  • Paraíba: queda (-17%)
  • Pernambuco: estável (2%)
  • Piauí: alta (23%)
  • Rio Grande do Norte: alta (64%)
  • Sergipe: queda (-90%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-23%)
  • Goiás: estável (6%)
  • Mato Grosso: estável (-6%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-42%)

Região Sul

  • Paraná: estável (-12%)
  • Rio Grande do Sul: estável (-6%)
  • Santa Catarina: estável (6%)

Dados do Ministério da Saúde

Em boletim divulgado hoje, o Ministério da Saúde informou que o Brasil reportou 731 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, a doença causou 587.797 óbitos em todo o país.

Pelos números do ministério, houve 13.406 casos confirmados de covid-19 no Brasil entre ontem e hoje. O número de infectados chegou a 21.019.830 desde março de 2020.

De acordo com o governo federal, houve 20.108.417 casos recuperados da doença até o momento, com outros 323.616 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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