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Alertas vermelhos: sinais de que o corpo não está se mexendo o suficiente

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Fernanda Beck

Colaboração para VivaBem

03/09/2021 04h00

O corpo humano é feito para se mover. No entanto, a falta de necessidade, as rotinas corridas e a famosa preguiça fazem com que a gente acabe não se mexendo tanto.

Mas o corpo sente e fala: são vários os sinais que o corpo dá quando não se exercita o suficiente. As manifestações do corpo quando não fazemos atividades físicas são muitas, e podem ser divididas em três compartimentos principais: o grupo cardiopulmonar, o osteomuscular e a saúde mental.

O exercício físico é um dos componentes de maior estresse ao qual o corpo se submete. São as reações ao estresse do movimento que condicionam o corpo, trazendo benefícios cardíacos, respiratórios, intestinais, metabólicos e mentais. Os resultados são visíveis quando o corpo trabalha para sair da zona de conforto, mas a falta deles também é bastante perceptível. Confira:

  • Constipação intestinal frequente
Dor na privada/ Força para ir ao banheiro/ Prisão de ventre - iStock - iStock
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A importância do exercício é muito grande no controle do intestino. Quando nos movemos com mais frequência, nosso intestino também se move, o que torna defecar uma tarefa mais fácil.

Com o exercício físico, rapidamente o organismo aumenta os gastos calóricos, exigindo que o metabolismo intestinal trabalhe de maneira mais rápida. Músculos abdominais fortes também são um elemento chave para aumentar a fluidez dos dejetos pelo sistema digestivo.

  • Sentir as juntas "duras" e sensação de rigidez no corpo

Estes são sinais da falta de condicionamento do sistema musculoesquelético. O melhor remédio é manter o corpo sempre em movimento para que estas peças não "enferrujem".

O exercício físico aumenta a potência muscular, o volume, a elasticidade e a resistência muscular, proporcionando uma manutenção harmoniosa do aparelho locomotor. Mas atenção: em casos mais graves, podem ser sinais de inflamações, como a artrite. Na persistência dos sintomas, procure orientação médica.

  • Estar sempre sem fôlego
fraqueza muscular, cansaço, corrida, atividade física - iStock - iStock
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Assim como os outros músculos do corpo, os músculos que movem os pulmões também vão definhando se não são exercitados. Quanto menos exercícios praticamos, mais ficamos com sensação de falta de ar ao executar tarefas corriqueiras e pouco desafiadoras. Uma rotina constante de exercícios físicos aumenta o condicionamento cardiorrespiratório, melhorando seu fôlego em todas as situações.

  • Viver de mau humor
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Não se exercitar tem efeitos também na saúde mental. O sedentarismo pode aumentar quadros de ansiedade e depressão. A atividade física aumenta a oxigenação cerebral, importante para o nosso bem-estar mental.

O esporte também traz benefícios sociais, ajudando a pessoa a se dedicar e manter o foco em coisas positivas. Fazer parte de um grupo, seguir regras e trabalhar colaborativamente também são benefícios sociais do esporte.

Além de melhorar o condicionamento físico, a prática regular de atividade física também melhora a capacidade cognitiva e diminui os níveis de ansiedade e estresse de maneira geral, melhorando desta forma o humor.

Com a prática da atividade física aumentamos a liberação de neurotransmissores como a serotonina, noradrenalina e dopamina, responsáveis pela sensação de bem-estar. Cuidado com o outro extremo: o excesso de atividades físicas, com desgaste acumulado, pode levar à estafa e ao esgotamento, e ter um peso na saúde mental.

  • Sentir-se sempre sem energia

O exercício físico aumenta a circulação sanguínea e o aporte de nutrientes para os diversos tecidos do corpo. Se você passa a maior parte do tempo parado, o corpo não recebe a energia de que precisa para funcionar de maneira saudável. Exercitar-se melhora o metabolismo e a utilização de nutrientes e de açúcar pelo corpo, aumentando a sensação de energia.

A prática de exercício físico é considerada a forma mais comum de tratar a ansiedade, já que traz benefícios para o sistema circulatório, contribui para uma maior produção de endorfina e melhora os níveis de serotonina e noradrenalina, substâncias envolvidas na ansiedade e sensação de falta de energia.

  • Ter o metabolismo baixo
Caminhar, passear com o cachorro, andar - iStock - iStock
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Mover-se mais e aumentar a massa muscular do corpo aceleram o metabolismo. O aumento da capacidade cardiopulmonar, vindo do exercício, também contribui para isto.

Pessoas com metabolismo mais "rápido" costumam ser pessoas que se movem mais, mesmo que sejam atividades pequenas, como caminhar pelo bairro, passear com o cachorro ou mesmo subir e descer as escadas de casa.

Os exercícios aumentam o gasto de energia do corpo e estimulam a queima de gorduras. Mesmo após terminada a atividade, os benefícios continuam: o corpo segue queimando calorias devido ao aumento da circulação sanguínea, da respiração e da atividade muscular, mantendo o metabolismo mais elevado.

  • Ter um sono de má qualidade

O exercício físico moderado e constante tem efeitos benéficos na saúde em geral. Do lado psicológico, pode reduzir a ansiedade, melhorar a autoestima e a autoconfiança, melhorar o aspecto cognitivo e diminuir o estresse. Todos estes são fatores que contribuem na qualidade do sono.

A descarga adrenérgica recebida pelo corpo ao realizar exercícios físicos também é importante, pois "cansa" o corpo, preparando-o melhor para dormir.

  • Viver se esquecendo de tudo
Lembrar/ Memória fraca/ Esquecer - iStock - iStock
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A prática regular de atividade física garante o aumento da oxigenação do cérebro; ajudando a evitar graves doenças neurológicas. Quem se exercita com regularidade têm menos chances de desenvolver patologias neurológicas como Parkinson, Alzheimer e AVC.

  • Ter pressão alta

A falta de atividade física, aliada à tão comum ansiedade, tende a desencadear quadros de hipertensão, podendo evoluir para AVCs e/ou infartos. O coração é o órgão do corpo humano que mais sofre com uma rotina sedentária.

  • Apresentar quadro pré-diabético

Isso acontece porque, de forma geral, o sedentarismo e a obesidade não levam a um gasto energético dos alimentos que consumimos, causando a diabetes tipo 2. Estes fatores de risco causam predisposições para doenças cardiovasculares. Quando perde peso, o corpo diminui a resistência à insulina, melhora o uso da glicose e diminui as chances de desenvolver diabetes.

  • Ter dor nas costas constante
Dor nas costas: cadeira de escritório - Getty Images - Getty Images
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A prática de atividade física influencia diretamente no desenvolvimento muscular e crescimento ósseo. O sedentarismo é prejudicial para a estrutura final do indivíduo e aumenta o risco de desenvolvimento da obesidade e de instabilidade da coluna. A falta de condicionamento e fortalecimento muscular pode desencadear dores crônicas em muitas partes do corpo.

Dores nas costas estão ligadas principalmente à falta de fortalecimento muscular e à má postura. Uma musculatura fraca não consegue manter a coluna alinhada da maneira correta. A solução é fortalecer os músculos do core, do qual a lombar faz parte.

  • Sentir fome a toda hora

Já ouviu falar na frase "fome de leão"? O dito popular vem do fato de que durante a prática física (como quando um leão corre) temos um gasto energético elevado, o que leva à diminuição da taxa de glicose no sangue, o que traz a sensação de fome.

No início, aderir a uma rotina de exercícios pode aumentar o apetite, mas também diminui a ansiedade e aumenta a sensação de prazer e bem-estar, o que inibe a alimentação compulsiva. O comprometimento com o treino também é um fator que ajuda na melhora da alimentação.

  • Ficar doente frequentemente
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A falta da atividade física pode prejudicar a criatividade e a produtividade, provocar crises de ansiedade, humor deprimido, diminuição da libido e problemas de ordem física, afetando o sistema imunológico e prejudicando o bom funcionamento das defesas do corpo.

Movimentar-se melhora o sistema imunológico e diminui infecções de repetição - desde que mantendo um volume de treinos adequado, sem excessos, e uma alimentação saudável.

  • Pele sem brilho

Durante a atividade física há uma melhora do fluxo sanguíneo, que leva mais oxigênio e nutrientes aos tecidos do corpo. Este estímulo na circulação deixa a pele saudável e bem nutrida, o que resulta em uma melhor aparência.

Através do suor são eliminadas impurezas e toxinas encontradas nos poros —uma hidratação de qualidade com água durante a atividade física ajuda neste ponto.

Exercício é remédio

Essa reportagem faz parte da campanha de VivaBem Exercício É Remédio, que quer ressaltar a importância da atividade física para a saúde e dar dicas e ideias para combater o sedentarismo.

Os conteúdos abordam a importância da atividade física para prevenir e tratar doenças, os sinais que o seu corpo dá quando você não se mexe o suficiente, dicas para tornar o exercício um hábito, além de descobrir qual mais combina com você, cuidados essenciais para começar a se movimentar, inclusive na terceira idade e relatos inspiradores de pessoas que trataram questões sérias de saúde com atividade física. Mas tem muito mais. Confira todo o conteúdo da campanha aqui.

Essa é a terceira campanha de uma série de VivaBem que tem trazido conteúdos temáticos para auxiliar no combate a problemas que muitas pessoas enfrentam no dia a dia e contribuir para que você tenha mais saúde e bem-estar.

A primeira foi Supere a Depressão Pós-Parto, realizada em março; e a segunda foi Tenha Uma Boca Saudável, em junho.

Fontes: Jinmy Henry Ricaldi Rocha, médico do exercício e do esporte, diretor de defesa profissional da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte; Tiago Lazzaretti, cirurgião ortopédico que atua no grupo de medicina do esporte no HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); João Felipe de Medeiros Filho, professor da disciplina de ortopedia do departamento de cirurgia da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e membro da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia); e Fabrício Buzatto, médico do esporte, fisiatra e nutrólogo, professor da disciplina de nutrologia esportiva da pós-graduação em nutrologia da Santa Casa de Misericórdia de Vitória e pós-graduado em medicina esportiva pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).