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Covid: Brasil registra média de 730 mortes, menor número desde 6 de janeiro

Brasil ultrapassou as 575 mil mortes provocadas pela covid-19 em toda a pandemia - Antônio Molina/Zimel Press/Estadão Conteúdo
Brasil ultrapassou as 575 mil mortes provocadas pela covid-19 em toda a pandemia Imagem: Antônio Molina/Zimel Press/Estadão Conteúdo

Leonardo Martins, Anna Satie e Ricardo Espina

Do VivaBem, em São Paulo, e colaboração para o VivaBem, em São Paulo

24/08/2021 18h44Atualizada em 25/08/2021 08h36

O Brasil registrou hoje a menor média móvel de mortes de covid-19 desde 6 de janeiro, quando esse patamar esteve em 729. Nesta terça, o número ficou em 730.

Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde. Só nas últimas 24 horas, o país registrou 885 mortes de covid-19. Ao todo, 575.829 pessoas morreram após serem infectadas pela doença.

A média móvel é o melhor indicador para analisar a pandemia, pois corrige as flutuações nos dados das secretarias de saúde que ocorrem aos fins de semana e feriados. A média dos últimos sete dias é comparada com o mesmo índice de 14 dias atrás. Se ficar abaixo de -15%, indica tendência de queda; acima de 15%, aceleração; entre esses dois valores, estabilidade.

A média móvel brasileira voltou a registrar tendência de queda, com -19% de variação. Dezoito estados estão em queda, enquanto sete e o Distrito Federal estão estáveis e um em aceleração (Sergipe).

As regiões Norte (-25%), Nordeste (-32%) e Centro-Oeste (-27%) registram queda, enquanto Sul (-9%) e Sudeste (-15%) estão em estabilidade.

Foram registrados hoje 31.722 novos casos de coronavírus. Desde o início da pandemia, em março do ano passado, há 20.615.008 diagnósticos positivos da doença.

A média móvel de novos casos ficou em 28.258 —a menor desde 14 de novembro de 2020, quando chegou a 27.892.

gráfico média móvel 24/08 - UOL - UOL
Imagem: UOL

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-16%)
  • Minas Gerais: queda (-26%)
  • Rio de Janeiro: estável (14%)
  • São Paulo: queda (-23%)

Região Norte

  • Acre: estável (0%)
  • Amazonas: queda (-57%)
  • Amapá: queda (-50%)
  • Pará: estável (15%)
  • Rondônia: queda (-56%)
  • Roraima: queda (-47%)
  • Tocantins: queda (-25%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estável (-15%)
  • Bahia: queda (-32%)
  • Ceará: queda (-32%)
  • Maranhão: queda (-44%)
  • Paraíba: queda (-23%)
  • Pernambuco: queda (-38%)
  • Piauí: queda (-28%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-22%)
  • Sergipe: alta (24%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estável (4%)
  • Goiás: queda (-34%)
  • Mato Grosso: queda (-23%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-27%)

Região Sul

  • Paraná: estável (-7%)
  • Rio Grande do Sul: estável (-10%)
  • Santa Catarina: estável (-12%)
média móvel 24/8 - vale este - UOL - UOL
Imagem: UOL

Dados do Ministério da Saúde

Em boletim divulgado hoje, o Ministério da Saúde informou que o Brasil reportou 894 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. A doença provocou 575.742 óbitos em todo o país desde o início da pandemia.

Pelos dados do ministério, houve 30.872 diagnósticos positivos para o novo coronavírus no Brasil entre ontem e hoje, elevando o total de infectados para 20.614.866 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, houve 19.530.843 casos recuperados de covid-19 até o momento no país, com outros 508.281 em acompanhamento.

Taxa de transmissão da covid-19 sobe no Brasil

A taxa de transmissão (Rt) da covid-19 no Brasil teve uma ligeira alta, subindo para 0,99, segundo dados divulgados pelo Imperial College de Londres.

Isso significa dizer que 100 pessoas contaminadas transmitem a doença para outras 99 pessoas. No informe divulgado na semana passada, o índice estava em 0,98.

O Rt é o principal referente quando é necessário observar o avanço da pandemia do novo coronavírus. A taxa deve estar abaixo de 1 para que a pandemia seja considerada controlada.

Dentro da margem de erro calculada pelo Imperial College, o Rt do Brasil atualmente pode variar de 0,91 a 1,01.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de saúde das 27 unidades da federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Errata: este conteúdo foi atualizado
As cores dos estados de São Paulo e Paraná estavam invertidas no mapa. A imagem foi corrigida.