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Serra é diagnosticado com Parkinson; doença é lenta, mas piora com o tempo

Do VivaBem*, em São Paulo

10/08/2021 18h46

O senador José Serra (PSDB-SP), de 79 anos, foi diagnosticado com a doença de Parkinson ainda em estágio inicial. Ele está se licenciando do cargo pelos próximos quatro meses, para tratamento médico.

Segundo o comunicado divulgado por sua equipe, ele está em bom estado de saúde, mas o tratamento requer um período de adaptação. "O senador está seguro de que, ao final desse período, retomará suas atividades com toda a disposição e proatividade que vêm pautando sua atuação no Senado desde 2015", diz um trecho.

O que é a doença de Parkinson?

Ela se caracteriza pela morte acelerada de alguns neurônios específicos —os dopaminérgicos —, que produzem o neurotransmissor dopamina, relacionado a ações motoras e não motoras.

Isso provoca sintomas como lentidão, tremor e rigidez. Considerada uma enfermidade crônica degenerativa, é progressiva. Isso significa que ela persiste, avança com o tempo e suas manifestações tendem a piorar.

Como reconhecer os sintomas

Eles variam de pessoa a pessoa, e podem levar anos para se manifestarem. Apesar de o tremor ser popularmente associado ao Parkinson, alguns indivíduos não apresentam esse sintoma, e jamais o terão ao longo da evolução da doença.

"Nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor, e nem todo tremor está relacionado ao Parkinson. No entanto, existem quatro sintomas principais que caracterizam a doença, sendo um deles obrigatório, que é a lentidão, chamada pelos médicos de bradicinesia. Os demais são o tremor no repouso, a rigidez e a instabilidade postural", diz Eduardo Melo, neurologista do HC-UFPE (Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco), unidade vinculada à Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e professor da mesma instituição.

Veja outras possíveis manifestações do Parkinson:

Sintomas motores

  • Lentidão (bradicinesia);
  • Tremor (em repouso, especialmente nos braços e, por vezes, nas pernas);
  • Rigidez;
  • Instabilidade postural;
  • Redução do volume da voz;
  • Problemas de equilíbrio e quedas;
  • Dificuldade para engolir.

Sintomas não motores

  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Constipação;
  • Hiposmia (perda do olfato);
  • Declínio cognitivo e demência;
  • Hipotensão ortostática (queda da pressão decorrente da postura);
  • Dor;
  • Alucinações e psicose;
  • Distúrbios do sono.

Como é feito o tratamento?

"Até o momento não existe meio de reversão da doença ou controle do seu avanço. Assim, o objetivo do tratamento é reduzir sintomas e seus efeitos colaterais, garantindo o máximo de funcionalidade à pessoa com doença de Parkinson", fala a geriatra Uiara Raiana Vargas de Castro Oliveira Ribeiro, professora da Escola de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

O ideal é que o tratamento seja interdisciplinar e inclua especialistas como fisioterapeuta, psicólogo, psiquiatra, educador físico, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, entre outros.

Embora se trate de uma doença crônica neurodegenerativa, a sua evolução, em geral, é lenta. Assim, o tratamento tem como objetivo manter, o quanto possível, a qualidade de vida do paciente, com estratégias terapêuticas interdisciplinares que incluem atividade física, uso de medicamentos, fisioterapia e até cirurgia —tudo para reduzir sintomas e efeitos colaterais da doença e das medicações.

Essa condição acomete 1% da população acima dos 60 anos de idade, em especial os homens, mas também pode se manifestar na juventude, o que é mais raro.

*Com informações de matéria publicada em 10/08/2021

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