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Vecina sobre Saúde não enviar doses prometidas para SP: 'Ato inescrupuloso'

Do VivaBem, em São Paulo

06/08/2021 09h42Atualizada em 06/08/2021 11h22

O médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Gonzalo Vecina Neto disse hoje, durante o UOL News, que a decisão do ministério da Saúde de não enviar o total de doses da Pfizer previstas pelo pacto federativo ao estado de São Paulo é um "ato inescrupuloso" do ministro da pasta Marcelo Queiroga.

Anteontem, o governo paulista acusou o Ministério da Saúde de enviar apenas 50% do lote do imunizante que estava programado para o estado, o que equivale a 228 mil doses, e o governador João Doria (PSDB) disse que entraria na justiça contra a Saúde pelo envio menor que o estimado. A pasta rebateu dizendo que compensou o excesso de doses e Queiroga declarou que não concorda com a decisão de Doria entrar na justiça, apesar de reconhecer que esse é um direito do governador.

Deixar de enviar doses da vacina da Pfizer para São Paulo sob alegação de que São Paulo tirou doses da CoronaVac diretamente: isso é um ato inescrupuloso do senhor ministro da saúde. Até agora ele era só um bagre ensaboado, agora ele está se ombreando aos criminosos que já habitaram o Ministério da Saúde. Não poderia ter feito isso com a população paulista. Ele teria que ter discutido isso com o secretário da saúde de São Paulo."
Gonzalo Vecina Neto no UOL News

Para o médico, se a Saúde acredita que São Paulo estava com excesso de doses era necessário que o governo estadual e a pasta dialogassem em vez de não enviar as doses já previstas.

"Não tem cabimento não mandar as doses que estavam programadas para serem entregues e que São Paulo esperava utilizar. Se São Paulo adiantou doses da CoronaVac isso deveria ter sido dialogado e não com ato de força como o senhor Queiroga fez", ponderou.

Vecina ainda explicou que pela vacina da Pfizer ser a única aprovada pela Anvisa para a aplicação em adolescentes e a imunização desse grupo já estar prevista no estado, o não envio dessas vacinas "quebra as pernas" de São Paulo. Ele ressaltou que a ação da Saúde é delicada, pois os imunizantes do laboratório que não foram enviados não podem ser trocados por outros que ainda não tem autorização para a vacinação de jovens.

"Retirar uma parte das vacinas da Pfizer de São Paulo significa quebrar as pernas da programação da utilização desses imunizantes. Então, é inadmissível que tenha acontecido dessa forma."

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