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Enfermeira, ela conseguiu manter treinos e dieta na pandemia e perdeu 22 kg

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Thamires Andrade

Colaboração para o VivaBem

29/07/2021 04h00

Thete Vieira, 26 anos, sofreu com o efeito sanfona por mais de seis anos. Em 2019, a enfermeira de Juiz de Fora (MG) teve depressão e chegou a quase 100 kg. Após tratar o transtorno, ela decidiu mudar hábitos e nem a pandemia, que gerou uma sobrecarga de trabalho, impediu a mineira de se manter firme no processo de perda peso. A seguir, Thete conta como conseguiu:

"Fui muito magra na minha infância, a ponto de sofrer bullying na escola por causa do baixo peso e chegar a tomar suplemento para engordar. Lá pela adolescência, meu primo começou a frequentar a academia e passou a comer mais para ganhar massa muscular. Eu o acompanhei na comilança e, quando vi, aos 15 anos já estava bem gordinha.

O bullying permaneceu, só que dessa vez as piadas e apelidos eram por eu estar acima do peso.

Como Emagreci - Thete - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Tinha vergonha de usar minhas roupas. Só vestia bermudão e camisa bem larga, para garantir que nada ia ficar marcado.

Um dia, uma conhecida veio me perguntar por que eu não fazia regime, já que eu era tão bonita. O comentário (preconceituoso) me abalou e comecei a fazer uma série de dietas mirabolantes e nada saudáveis.

Em 2013, comecei a seguir uma alimentação low carb e me forcei a entrar na musculação. Em oito meses, consegui emagrecer bastante e cheguei a 59 kg (tenho 1,72 m de altura). Mas quando comecei a fazer faculdade não consegui manter a boa alimentação e voltei a engordar.

No final de 2017, fiz um intercâmbio para Portugal e fiquei seis meses viajando. Adorava conhecer as cidades e mergulhar na gastronomia local. Comi e bebi demais e a balança chegou a marcar 85 kg.

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Imagem: Arquivo pessoal

Fiquei desesperada, pois estava prestes a concluir a graduação e não entrava mais no meu vestido de formatura. Faltava seis meses para a festa e, mais uma vez, fiz uma dieta maluca e bem restritiva: emagreci 8 kg e consegui usar a roupa.

Em 2019, passei pelo período mais conturbado na minha vida. Eu me mudei para o Rio de Janeiro para fazer uma pós-graduação e entrei em depressão e comecei a ter crises de ansiedade. Passei a comer de forma compulsiva e doentia. Tinha dias que almoçava e, à tarde, já estava pedindo hambúrguer, depois tapioca. Não parava e comia até passar mal. Cheguei a 97 kg, meu peso máximo.

Comecei a me tratar e a decisão de mudar de vida veio durante uma viagem que fiz com as amigas, em novembro de 2019. Saímos para comprar roupas no shopping e nada cabia em mim. Foi quando cheguei em casa e me olhei no espelho. Não acreditei que tinha feito aquilo com o meu corpo e minha saúde! Assim, decidi que mudaria a partir daquele momento.

Como Emagreci - Thete - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

A primeira coisa que fiz foi me comprometer a todos os dias praticar 15 minutos de atividade física em casa. Treinava só com o peso do corpo, fazia flexão, agachamento, polichinelo... No início, não foi fácil, pois não tinha capacidade física nenhuma e qualquer exercício era muito difícil, até subir escada. Mas me comprometi a não desistir e não 'faltei' um dia. Com o tempo, fui vendo uma perda nítida de peso, o que me incentivou.

Então, resolvi seguir uma dieta flexível. Já tinha ouvido falar sobre o plano alimentar nas redes sociais e o que me interessou foi o fato de não ser restritivo. A ideia é consumir menos calorias para emagrecer, mas levando em conta a quantidade de macronutrientes (proteína, gordura e carboidrato) e não o tipo de alimento. Portanto, você não fica preso a um cardápio fixo, é possível decidir o que quer comer dentro das calorias e macronutrientes que você precisa. Se quiser comer hambúrguer, pode comer, desde que não ultrapasse a quantidade de calorias, carboidratos, gorduras e proteínas do dia.

Perdi os primeiros 10 km me alimentando bem! Frutas, verduras, legumes... Não cortei nada! Cheguei até a consumir bebida alcoólica, às vezes, no fim de semana, e segui emagrecendo.

Como Emagreci - Thete - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Tomei coragem e resolvi fazer uma aula experimental de CrossFit e logo já me identifiquei. Achei o treino bem animado, todos os alunos estavam muito entrosados e conversando. Um estimulava o outro nos exercícios e adorei isso! No fim, a atividade física começou a me ajudar a controlar o estresse e a ansiedade. Era o meu momento de desligar a mente e me reconectar comigo!

Claro que essa jornada não foi fácil: cheguei a ter efeito platô (estagnação da perda de peso) e, no início, precisei evitar alimentos que sabia que eram gatilhos para comer compulsivamente, como chocolate e pizza. Eu me comprometia com a dieta e estabelcia que, se me mantivesse 15 dias comendo corretamente, iria encaixar duas fatias de pizza nos macronutrientes do fim de semana.

Não é fácil mudar a mente e permaneço nessa construção. Tem dias que tenho vontade de comer mais, mas sempre procuro lembrar o meu propósito de ter um estilo de vida mais saudável e responsável comigo

Sou enfermeira, por isso, a pandemia mexeu muito com a minha rotina de trabalho, principalmente os horários dos turnos. Também dificultou a prática de atividade física, já que o box que eu treinava ficou um tempo fechado. O legal foi que eles começaram a emprestar equipamentos para os alunos se exercitarem em casa e a mandar vídeos com os treinos. Isso fez com que eu não me autossabotasse e também serviu como uma válvula de escape nesse período tão difícil.

Além disso, mesmo em meio ao caos, cuidei para manter a rotina o mais equilibrada possível, sempre tentando comer nos mesmos horários. Também me planejei para fazer as marmitas e separar minhas comidinhas saudáveis para o dia.

Como Emagreci - Thete - Reprodução do Instagram  - Reprodução do Instagram
Imagem: Reprodução do Instagram

De novembro de 2019 até março de 2021, emagreci 22 kg. Desde então, mantenho uma rotina saudável, sem muitas restrições alimentares e com muita atividade física. Acordo cedo para poder fazer CrossFit, cinco vezes por semana, além de pedalar de duas a três vezes na semana.

Essa mudança de estilo de vida só me trouxe coisa boa: comecei a inspirar as pessoas nas minhas redes sociais e também consegui me livrar da depressão e da ansiedade.

Gosto de reforçar que não é preciso ter dinheiro para fazer dieta. No início, eu não tinha grana para suplementos, nem nada. As pessoas precisam saber que o básico também funciona. Não é preciso comprar a farinha tal ou grão tal para emagrecer, e sim investir em uma alimentação baseada em comida de verdade, que você encontra na feira, além de reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e fast-food. A saúde e o bolso agradecem!"

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