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Brasil completa 190 dias com média de mortes por covid acima de mil

Hoje, a média móvel de mortes foi 1.070; o Brasil chegou ao terceiro dia consecutivo com média abaixo de 1.100 - EDMAR BARROS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Hoje, a média móvel de mortes foi 1.070; o Brasil chegou ao terceiro dia consecutivo com média abaixo de 1.100 Imagem: EDMAR BARROS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Carolina Marins, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do VivaBem, em São Paulo, e colaboração para o VivaBem, em São Paulo

29/07/2021 18h57Atualizada em 29/07/2021 20h54

O Brasil teve 1.354 mortes de covid-19 nas últimas 24 horas e completa 190 dias com média de mortes acima de mil, maior período da pandemia. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde.

Com os dados de hoje, o país chega a um total de 554.626 óbitos.

Desde as 20h de ontem, também foram registrados 41.393 novos casos da doença. Desde o começo da pandemia, já foram feitos 19.838.909 diagnósticos de coronavírus.

Hoje, a média móvel de mortes foi de 1.070, no terceiro dia consecutivo com média abaixo de 1.100, o que não acontecia havia pelo menos cinco meses.

Com o índice, o país completa uma semana com tendência de estabilidade (-14%), na comparação com 14 dias atrás. Ainda assim, já são 190 dias com média acima de mil. Durante a chamada primeira onda da pandemia, ainda no ano passado, este índice ficou acima de mil durante 31 dias.

Média móvel 29/7 - UOL - UOL
Imagem: UOL

A média móvel é o melhor indicador para analisar a pandemia, pois corrige as flutuações nos dados das secretarias de saúde que ocorre aos fins de semana e feriados. A média dos últimos sete dias é comparada com o mesmo índice de 14 dias atrás. Se ficar abaixo de -15%, indica tendência de queda; acima de 15%, aceleração; entre esses dois valores, estabilidade.

Cinco estados apresentaram mais de cem mortes de complicações geradas pela covid-19:

  • São Paulo: 335
  • Rio de Janeiro: 207
  • Paraná: 194
  • Minas Gerais: 166
  • Goiás: 102

O Acre não registrou nenhuma morte nas últimas 24 horas.

Quinze estados e o Distrito Federal apresentaram tendência de queda, enquanto oito tiveram estabilidade. Espírito Santo, Amapá e Piauí tiveram aceleração.

Das regiões, Centro-Oeste (-1%) e Sudeste (-8%) apresentaram estabilidade. As demais tiveram queda: Nordeste (-28%), Norte (-19%) e Sul (-22%).

Média móvel nos estados 29/7 - UOL - UOL
Imagem: UOL

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: alta (27%)
  • Minas Gerais: estável (-8%)
  • Rio de Janeiro: estável (13%)
  • São Paulo: queda (-17%)

Região Norte

  • Acre: queda (-58%)
  • Amazonas: estável (-2%)
  • Amapá: alta (42%)
  • Pará: queda (-18%)
  • Rondônia: queda (-17%)
  • Roraima: estável (-13%)
  • Tocantins: queda (-38%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-22%)
  • Bahia: queda (-40%)
  • Ceará: queda (-33%)
  • Maranhão: queda (-28%)
  • Paraíba: queda (-33%)
  • Pernambuco: estável (4%)
  • Piauí: alta (17%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-44%)
  • Sergipe: queda (-58%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-26%)
  • Goiás: estável (11%)
  • Mato Grosso: estável (7%)
  • Mato Grosso do Sul: estável (-13%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-23%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-23%)
  • Santa Catarina: queda (-16%)

Dados do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou hoje que o Brasil reportou 1.318 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. A doença causou 554.497 óbitos em todo o país desde o começo da pandemia.

Pelos números informados pelo ministério, houve 42.283 diagnósticos positivos para o novo coronavírus no Brasil entre ontem e hoje. Desde março de 2020, o total de infectados chegou a 19.839.369.

Segundo o governo federal, 18.569.991 pessoas se recuperaram da doença até o momento, com outras 714.881 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de saúde das 27 unidades da federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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