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UFMG inicia estudo com anticorpos para tratar covid-19 e busca voluntários

A pesquisa necessita de anticorpos de pessoas recém-infectadas e no início da doença - iStock
A pesquisa necessita de anticorpos de pessoas recém-infectadas e no início da doença Imagem: iStock

Colaboração para o VivaBem

27/07/2021 16h04Atualizada em 27/07/2021 17h48

A Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) começará um novo estudo para criar um tratamento contra o coronavírus. A pesquisa usará anticorpos monoclonais, que são proteínas de imunidade produzidas em laboratório e combatem uma região específica do antígeno, nesse caso o vírus da covid-19.

Esta opção de procedimento, segundo a universidade, é um avanço, especialmente, para pessoas com comorbidades, já que poderia ser usado em fase precoce da infecção para prevenir o avanço do coronavírus. Isso porque a tecnologia impede a entrada do vírus nas células.

A pesquisa necessita de anticorpos de pessoas recém-infectadas e no início da doença. Portanto, a UFMG está buscando voluntários para o estudo e os interessados precisam ter tido a doença há menos de 10 dias e não terem sido hospitalizados.

A pesquisa é um esforço internacional coordenado pela NIH (National Institutes of Health) e conta com universidades de outros locais do Brasil, como Rio de Janeiro e Porto Alegre, além de contribuições de faculdades dos Estados Unidos, África do Sul, Argentina e Peru.

Ao todo, 700 participantes serão analisados durante a pesquisa e 450 já foram escolhidos. A UFMG deve contribuir com cerca de 20 voluntários, que precisam ter idade superior a 18 anos. Interessados devem entrar em contato pelo telefone/whatsapp: (031) 981091143 ou pelo e-mail: cov3001.ufmg@gmail.com.

Tratamento com anticorpos

Os voluntários receberão uma dose única dos anticorpos por infusão venosa no Hospital das Clínicas da UFMG.

Esses anticorpos bloqueiam a ligação do vírus ao receptor celular e foram aprovados para uso emergencial em algumas agências de regulação, como a americana FDA (Food and Drug Administration) e a europeia EMEA (European Medicines Agency). A aplicação, no entanto, é apenas para pacientes de alto risco e em fase inicial da infecção.

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