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Alimentos com cálcio contribuem para uma boa saúde bucal

Eva-Katalin/iStock
Imagem: Eva-Katalin/iStock

Do VivaBem, em São Paulo

17/07/2021 15h28

É sabido que uma dieta balanceada contribui para a saúde geral do corpo, pois é a forma mais concreta de oferecer ao organismo os nutrientes necessários para o seu perfeito funcionamento.

Mas, ao falar em saúde bucal, logo se pensa nos alimentos que prejudicam os dentes, como os açúcares causadores de cárie, por exemplo.

No entanto, há também aqueles que são aliados da boca, como o cálcio. O mineral encontrado em alimentos como leite, feijão e soja participa dos processos de formação, renovação e sustentação dos ossos e dentes.

"O cálcio é importante para a formação dos dentes, da gestação (momento em que se dá a estruturação da primeira dentição do bebê) até a adolescência, quando é concluída a dentição permanente. É ele que torna os dentes resistentes às agressões externas ao longo da vida, além de promover a renovação óssea e a sustentação da arcada", explica a cirurgiã-dentista e odontogeriatra Denise Tibério, presidente da Câmara Técnica de Odontogeriatria do CROSP (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo).

As agressões citadas pela especialista podem se dar de diferentes formas: por erosão, na ingestão de alimentos ácidos que levam ao desgaste e à desmineralização do esmalte presente nos dentes, podendo causar a cárie dentária; por atrição, quando há impacto físico ao roer unha ou ranger os dentes, por exemplo; ou por abrasão, quando a deterioração acontece por escovar os dentes com muita força ou por usar produtos com muitos abrasivos, como alguns cremes dentais.

E já que 99% do cálcio do corpo está presente nos ossos e nos dentes, é ele quem garante a integridade desses elementos.

Mas, o alerta que se acende é sobre o consumo do cálcio. Segundo o Ministério da Saúde, recomenda-se que adultos façam a ingestão de até 1.000 miligramas de cálcio por dia, enquanto as crianças de 7 a 10 anos devem consumir até 700 miligramas do mineral. Para as mulheres que já passaram pela menopausa, o indicado é de 1.300 miligramas diários, enquanto as grávidas ou lactantes devem consumir ainda mais.

No entanto, um estudo de 2018 da Fundação Internacional de Osteoporose mostrou que o consumo diário de cálcio do brasileiro é, em média, de 505 mg na fase adulta. Ou seja, nem metade da quantidade considerada necessária para o equilíbrio funcional.

"O tecido ósseo, depois de formado, se renova em média a cada 120 dias num indivíduo jovem. Essa dinâmica fisiológica depende de um mecanismo complexo que envolve sinalizadores, como os hormônios e os nutrientes, por isso a ingestão de cálcio é relativa às faixas etárias", conta a odontogeriatra.

"A deficiência dele, além de implicar em maior impacto das agressões externas, também afeta o osso de suporte dos dentes, dando abertura para o desenvolvimento de uma doença periodontal, que pode levar, por sua vez, à perda dentária", completa.

Como odontogeriatra, Denise estuda especialmente a saúde bucal dos pacientes idosos e observa que o envelhecimento compromete a absorção do cálcio pelo organismo.

"Não há uma forma de repor o cálcio dos dentes, mas é natural que, com o envelhecimento biológico, o corpo absorva menos o mineral. Mas, existem manobras que podem minimizar o problema, como uma alimentação rica em cálcio, hábitos de higiene bucal e diminuição de estresse", sugere.

Para isso, é importante fazer o acompanhamento odontológico em todas as fases da vida, garantindo um sorriso bonito e com funcionalidade da infância à terceira idade.