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Sofrendo com o tempo seco? Veja maneiras caseiras de aliviar o desconforto

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Imagem: Istock

Do VivaBem, em São Paulo*

16/07/2021 14h49

Para alegria de uns e tristeza de outros, estamos no inverno, o período mais frio e menos chuvoso em grande parte do país. O máximo que conseguimos ver quando olhamos para o céu é uma ameaça de chuva, que há dias não acontece em quase todo o Brasil.

As regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste são as mais castigadas: é comum ficarem semanas e até um mês inteiro sem uma gota de chuva.

O inverno é caracterizado pela baixa quantidade de água em vapor na atmosfera, por isso o tempo fica mais seco. Os ventos calmos, a falta de chuva e a poluição favorecem a formação da bruma, em que substâncias sólidas como poeira e fumaça ficam suspensas no ar e podem causar problemas de saúde.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o nível ideal de umidade relativa do ar para o organismo humano está entre 40% e 70%. Abaixo desses valores, o tempo seco provoca o ressecamento das vias aéreas, aumentando as chances de incidência de infecções respiratórias —como resfriado, gripe e pneumonia— e irritações do trato respiratório —tosse, dor de garganta e até sangramento nasal.

Com o tempo seco, o muco que cobre o sistema respiratório fica ressecado, diminuindo o mecanismo de defesa deixando o corpo mais propenso a infecções e à invasão de bactérias e vírus.

Além disso, o clima ainda aumenta nossa perda de água pela respiração e transpiração. Fica mais fácil desidratar. Esse clima também deixa a pele e os olhos mais secos e aumenta o risco de conjuntivite e dermatites.

Há ainda dores de cabeça e irritação nos olhos, nariz e garganta; rompimento de vasos do nariz, provocando sangramento e maior facilidade de se contrair conjuntivite viral, alérgica e síndrome do olho seco.

"Também há um aumento das doenças pulmonares obstrutivas como asma, bronquite e enfisema. Manter o corpo hidratado, estar vacinado e manter as medicações de uso habitual são as melhores formas de prevenir ou reduzir os efeitos do tempo seco no organismo", explica Humberto Bassit Bogossian, pneumologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Vista da cidade de São Paulo na região da Avenida Paulista - CRIS FAGA/ESTADÃO CONTEÚDO - CRIS FAGA/ESTADÃO CONTEÚDO
Vista da cidade de São Paulo na região da Avenida Paulista
Imagem: CRIS FAGA/ESTADÃO CONTEÚDO

É normalmente no meio do dia, entre 10h e 18h, que o ar fica mais seco e com índices que podem chegar aos alarmantes 30% ou menos de umidade. Na capital paulista, por exemplo, quando este índice é constatado, a Defesa Civil declara estado de atenção.

Entre 20% e 12% é decretado estado de alerta. Abaixo dos 12%, a condição climática é típica de desertos e o estado é de emergência.

"Para quem pratica atividades físicas, o ideal é escolher os horários extremos. Ou seja, começo da manhã e da noite, quando a umidade do ar aumenta", explica Bogossian.

Veja dicas para amenizar os sintomas causados pelo tempo seco

  • Ingerir bastante líquidos;
  • Manter ambientes limpos e arejados para evitar acúmulo de pó e transmissão de vírus, como o da gripe;
  • Usar umidificadores para diminuir a secura do ar;
  • Apesar de não ter a mesma eficácia do umidificador, colocar um balde d'água no ambiente ou pendurar uma toalha úmida na janela pode ser uma solução fácil e prática para quem não deseja gastar. A vantagem é que eles podem ser deixados no quarto durante a noite toda;
  • Evitar a prática de atividades físicas entre 10h e 18h;
  • Evitar banhos muito quentes. Assim como as vias respiratórias, nesta época do ano a pele fica mais ressecada. Hidratantes corporais ajudam a manter esse equilíbrio;
  • Limpar olhos e nariz com soro fisiológico para evitar o ressecamento e possíveis irritações;
  • Inalação é uma boa alternativa para crianças e idosos. Pode ser feita até três vezes ao dia. E em caso de dúvida sobre como usar, consulte um médico;
  • Lavar as roupas de inverno antes de usar
*Com informações des reportagens dos dias 20/09/2017 e 19/06/2020.

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