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Covid: mortalidade não aumenta pela 1ª vez no ano em nenhum estado

Nenhum dos estados brasileiros registrou aumento nas taxas de incidência ou mortalidade por covid-19 entre 20 de junho e 3 de julho - Bruno Kelly/Reuters
Nenhum dos estados brasileiros registrou aumento nas taxas de incidência ou mortalidade por covid-19 entre 20 de junho e 3 de julho Imagem: Bruno Kelly/Reuters

Colaboração para o UOL

08/07/2021 22h12Atualizada em 08/07/2021 22h55

Pela primeira vez no ano, nenhum dos estados brasileiros registrou aumento nas taxas de incidência ou mortalidade em decorrência da covid-19. A análise consta no Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, publicado hoje, e considera o período entre 20 de junho e 3 de julho.

Nas duas últimas semanas, os dados refletiram quedas no número de novos casos e de mortes. No entanto, os pesquisadores da fundação ressaltaram que ainda não é possível afirmar que essa tendência será mantida ao longo dos próximos dias "ou se estamos vivendo um período de flutuações em torno de um patamar alto de transmissão, que se estabeleceu a partir de março em todo o país".

O levantamento também mostra uma tendência de melhora nas taxas de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) no SUS (Sistema Único de Saúde), exclusivos para pacientes com a doença, pela quarta semana consecutiva.

Por outro lado, o relatório pondera que mesmo com a redução expressiva, muitos estados ainda registram altos índices de casos de SRAG (Síndromes Respiratórias Agudas Graves) e que grande parte desses são de covid-19.

Para os pesquisadores, os dados podem estar relacionados ao avanço da campanha de vacinação. Hoje, o Brasil chegou à marca de 29,4 milhões de pessoas com o esquema vacinal completo, o que correspondente a 13,9% da população nacional. Os dados foram levantados pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, com base nas informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde.

Além disso, a Fiocruz lembra que o cenário da pandemia passa por constantes mudanças, que envolvem o perfil etário de pacientes internados e dos mortos. No momento, há uma maior concentração de casos entre a população adulta jovem.

Brasil tem 2º dia com média móvel abaixo de 1.500

O Brasil registrou hoje 1.733 mortes de covid-19. Com o número das últimas 24 horas, o país ultrapassou a marca de 530 mil óbitos pela doença, chegando a um total de 530.344. Os dados também foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa.

Pelo segundo dia consecutivo, a média móvel de mortes ficou abaixo de 1.500. Hoje esse índice foi de 1.451, indicando uma queda de -20% na comparação com 14 dias atrás. Esse é o 12° dia seguido de queda.

Ainda assim, a média móvel está acima de mil há 169 dias. Durante a chamada primeira onda, o maior tempo que a média móvel ficou acima de mil foi 31 dias.

Devido a oscilações nos dados da covid-19 que ocorrem aos fins de semana e feriados, a média móvel diária é o índice mais adequado para a análise do comportamento da pandemia, segundo especialistas. A média de hoje é comparada com o índice de duas semanas atrás —período comum de manifestação da doença. Se ficar abaixo de -15%, indica tendência de queda, acima de 15% é aceleração e, entre os dois valores, indica estabilidade nas mortes.

Ocupação de leitos

Os dados do Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz mostram que a maioria dos estados apresentou queda expressiva na ocupação de leitos. Entre os que tiveram melhores cenários foram Tocantins, passando de 90% para 71%, e Sergipe, de 88% para 56%. Ambos saíram da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário e para fora da zona de alerta, respectivamente.

Em outros 14 estados, as taxas caíram em pelo menos cinco pontos percentuais. São eles Acre (37% para 26%), Pará (63% para 55%), Amapá (55% para 50%), Piauí (76% para 69%), Rio Grande do Norte (72% para 57%), Paraíba (59% para 49%), Pernambuco (76% para 63%), Alagoas (77% para 66%), Bahia (75% para 70%), Minas Gerais (75% para 70%), Paraná (94% para 89%), Santa Catarina (92% para 85%), Mato Grosso do Sul (88% para 74%) e Goiás (85% para 74%).

Com quedas de quatro pontos percentuais estão o Rio de Janeiro (63% para 59%) e que saiu da zona de alerta, o Maranhão (79% para 75%) e São Paulo (76% para 72%). Já o Distrito Federal tem mantido o indicador um pouco acima de 80% e relativamente estável.

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