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Putin diz que tomou vacina russa Sputnik V contra covid-19

28.jun.2021 - O presidente russo, Vladimir Putin, disse ter recebido o imunizante Sputnik V - Alexei Nikolsky/Sputnik/AFP
28.jun.2021 - O presidente russo, Vladimir Putin, disse ter recebido o imunizante Sputnik V Imagem: Alexei Nikolsky/Sputnik/AFP

Do VivaBem, em São Paulo

30/06/2021 09h50Atualizada em 30/06/2021 10h04

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse hoje que recebeu a vacina do país contra covid-19, a Sputnik V.

O governo russo havia dito anteriormente que Putin, 68, recebeu uma vacina de duas doses em março e abril, mas não deu mais detalhes e não divulgou imagens dele recebendo o imunizante.

Putin foi questionado sobre qual dose tomou durante sua sessão anual de perguntas e respostas na televisão. Ele pediu aos cidadãos que "escutem os especialistas" e se vacinem, mas se declarou contrário à imunização obrigatória a nível nacional, apesar de o país ter registrado um recorde de mortes por covid-19 pelo segundo dia consecutivo.

"Não apoio a vacinação obrigatória", afirmou o presidente.

"Sempre houve pessoas que, de maneira geral, consideram que não devemos aplicar vacinas, e são muitas (...) não apenas em nosso país, mas também no exterior", disse. "Mas não se deve escutar as pessoas que não entendem nada sobre estes assuntos, que se baseiam em rumores, e sim os especialistas", completou.

"Mas não se deve escutar as pessoas que não entendem nada sobre estes assuntos, que se baseiam em rumores, e sim os especialistas", completou.

Apesar de não concordar com a imunização obrigatória a nível nacional, Putin destacou que, para evitar um confinamento estrito, "algumas regiões estão adotando a obrigatoriedade da vacinação"para determinadas categorias de pessoas".

Variante delta

O país, que enfrenta uma aceleração dos contágios pela variante Delta, muito infecciosa, registrou 669 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, superando o recorde 652 vítimas de ontem, de acordo com um balanço do governo.

As cidades mais afetadas são a capital, Moscou, e São Petersburgo, segunda maior localidade do país e sede de partidas da Eurocopa, que registraram 117 e 111 vítimas em um dia, respectivamente.

No total, o país registrou 21.042 novas infecções nas últimas 24 horas e soma 5,5 milhões de casos desde o início da pandemia de coronavírus. O número de mortes registradas oficialmente é de 135.214, mas a agência de estatísticas Rosstat, que tem uma definição mais ampla dos óbitos relacionados com a covid-19, havia contabilizado 270.000 vítimas fatais até o fim de abril.

A Rússia é o país europeu com o maior número de mortes por covid-19, enquanto a campanha de vacinação iniciada em dezembro prossegue de maneira muito lenta, consequência da desconfiança da população. Moscou voltou a adotar medidas de restrição, como o retorno ao teletrabalho para parte da população, a vacinação obrigatória para os trabalhadores do setor de serviços e um certificado sanitário para autorizar a entrada em restaurantes.

No momento, porém, as autoridades não cogitam um confinamento geral como o imposto no ano passado na cidade de 12 milhões de habitantes. O governo admitiu na segunda-feira que a meta de vacinar 60% da população até o outono (hemisfério norte, primavera no Brasil) é inalcançável.

* Com informações da Reuters e da AFP