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Queiroga: Adultos devem ser vacinados com a 1ª dose até o final de setembro

Lucas Valença

De VivaBem, em Brasília

21/06/2021 10h23Atualizada em 21/06/2021 14h38

Ao falar por videoconferência na Comissão Especial da Covid-19 no Senado, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que toda a população adulta do Brasil terá a oportunidade de receber a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus até o final de setembro.

"E possível antever que toda população acima de 18 anos pode ser imunizada com uma dose da vacina até o mês de setembro. E é possível antever que podemos ter toda população acima de 18 anos vacinada [com duas doses] até o final de 2021", afirmou Queiroga no Congresso.

Segundo o ministro, desde quando assumiu o comando da pasta da Saúde, há cerca de três meses, o Brasil passou a assumir "diversos imunizantes" aplicados contra a doença.

"Mais de 80 milhões de doses de vacinas foram distribuídas para estados e municípios. Isso não é pouco", disse ao comparar o número de doses distribuídas no Brasil com a iniciativa Covax Facility, que entregou cerca de 86 milhões de doses de vacinas em todo o mundo.

Queiroga já havia afirmado anteriormente que o Brasil poderia completar a vacinação de todos os adultos até o final do ano. Governadores e prefeitos estão divulgando calendários que preveem a imunização com a primeira dose com o mesmo prazo apresentado pelo ministro.

Com o progresso da campanha de vacinação, nós entendemos que, a partir de setembro, é possível haver um cenário epidemiológico mais favorável no Brasil. Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

Calendários antecipados

Em 13 de junho, São Paulo decidiu antecipar — mais uma vez — o calendário de vacinação no estado, prevendo a aplicação da primeira dose em todas as pessoas com 18 anos ou mais até 15 de setembro.

Antes, os governos do Pará e do Rio Grande do Sul já haviam prometido imunizar toda a população adulta dos respectivos estados até o final de setembro com ao menos a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus.

Na última sexta-feira (18), a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a previsão de ter todos os adultos vacinados com a primeira dose até 31 de agosto, com os adolescentes — entre 12 e 17 anos — recebendo o imunizante contra a covid-19 em setembro.

São Luís está ainda mais adiantada: hoje, a capital maranhense começou a vacinar pessoas de 19 anos sem comorbidades contra o novo coronavírus; amanhã, será a vez dos são-luisenses de 18 anos, fechando a imunização de adultos.

Ontem, o Brasil alcançou a marca de 11,47% de brasileiros imunizados com a segunda dose e 28,82% da população vacinada apenas com a primeira, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

CoronaVac

Sobre a revelação do jornal Correio Braziliense de que o Ministério da Saúde estuda abandonar o uso da CoronaVac, o ministro defendeu o uso do imunizante e disse que a vacina tem sido "útil" para o PNI (Programa Nacional de Imunização).

"Essa é a posição oficial do Ministério da Saúde, até que exista algum dado científico que faça com que nós tenhamos uma posição diversa", declarou.

O representante da Saúde explicou que o ministério está avaliando a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, mas como tem feito com "todas as outras vacinas".

"O que há com relação à vacina CoronaVac é que ela ainda não tem o registro definitivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e isso não se deve a nenhum tipo de ação do Ministério da Saúde", enfatizou.

Marcelo Queiroga também defendeu a produção de pesquisas com relação à necessidade do uso de reforços com relação aos imunizantes em 2022.

"Precisamos estudar melhor o contexto da efetividade das vacinas. Precisamos saber se será necessário um reforço e se ele pode ser feito com outro tipo de vacina", disse.

Sobre as 500 mil mortes em decorrência da doença, marca atingida neste sábado (19), o ministro prestou a "solidariedade e o pesar" aos familiares que perderam parentes por conta da covid-19 e afirmou que buscará "alternativas para minorar o impacto dessa tragédia sanitária".

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