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Eriksen coloca desfibrilador: ele poderá continuar jogando futebol?

Eriksen publicou foto sorrindo em cama de hospital - Reprodução/Instagram
Eriksen publicou foto sorrindo em cama de hospital Imagem: Reprodução/Instagram

Bruna Alves

Do VivaBem, em São Paulo

18/06/2021 13h54

O jogo entre Finlândia e Dinamarca, que aconteceu no último sábado (12) pela Eurocopa, precisou ser paralisado após o dinamarquês Eriksen, 29, sofrer um mal súbito em campo.

Ao receber uma bola de cobrança de lateral, o atleta caiu sozinho, já desacordado. Passaram-se alguns minutos até que o jogador pudesse receber a assistência médica com o aparelho desfibrilador.

O meio-campo, que está internado desde então, já passou por uma bateria de exames e disse que "está bem" em suas redes sociais. No entanto, precisou implantar um desfibrilador para controlar sua arritmia cardíaca, condição diagnosticada pelos médicos.

De acordo com informações do jornal italiano 'Gazzetta dello Sport', a cirurgia para colocar o aparelho no coração de Christian Eriksen foi realizada com sucesso. Diante da resposta do atleta ao procedimento, estima-se que ele deva receber alta do centro médico que está, em Copenhague, nas próximas horas.

O desfibrilador é um tipo de marcapasso mais sofisticado, que fica com uma parte encaixada no coração e a outra embaixo da pele. É preciso fazer uma cirurgia para implantá-lo, porém, ela é pouco invasiva. Esse aparelho regula o batimento cardíaco.

"Ele tem uma função complementar de conseguir perceber que o coração está entrando em arritmias mais graves, e evita que elas se transformem numa parada cardíaca", explica Edmo Atique Gabriel, cardiologista e colunista de VivaBem, complementando que trata-se de um aparelho caro.

No entanto, o paciente demora no máximo dois dias para voltar para casa, e 15 dias de repouso são o suficiente para a recuperação. Por outro lado, o desfibrilador funciona a base de uma bateria que, normalmente, precisa ser trocada, em média, entre oito e dez anos.

É possível continuar jogando após o implante?

De acordo com o cardiologista, sim, um jogador profissional pode seguir a carreira. Isso do ponto de vista médico. No entanto, visitas periódicas ao cardiologista são essenciais para confirmar o bom funcionamento do aparelho. O paciente também precisa ser mais cauteloso, e tomar cuidado para não machucar ou agredir a região.

As ligas de futebol de alguns países, no entanto, não aceitam que os jogadores tenham o desfibrilador implantado.

"Nós temos jogadores de futebol, profissionais, que já tiveram essa doença e que, pelo fato de ser a profissão deles, os médicos colocam assim: ou você para sua profissão e muda para outra que não exige esforço, ou você implanta esse aparelho, porque é a única possibilidade de te salvar de um risco de morte súbita fazendo o esporte", afirma o cardiologista.

Ele ainda ressalta que, além do futebol, na história há vários atletas que tiveram esse problema e que dependiam da profissão para sobreviver, por isso fizeram o implante para continuar a carreira por pelo menos mais um tempo.

"Você fica com uma vida um pouco mais cuidadosa e sempre com aquela preocupação: como é que está a bateria? Mas, por outro lado, o risco de morte súbita, praticamente acaba", conclui.

*Com informações da reportagem publicada em 03/06/2021.

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