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Vecina vê chance de antecipar vacinação de adolescentes com comorbidades

Do VivaBem, em São Paulo

11/06/2021 08h59Atualizada em 11/06/2021 09h56

O ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto disse hoje, em participação no UOL News, que a autorização para aplicação da vacina Pfizer em maiores de 12 anos no Brasil abre a possibilidade de antecipar a imunização de adolescentes com comorbidades.

Hoje, a Anvisa autorizou o uso da vacina da Pfizer contra a covid-19 para adolescentes com 12 anos ou mais. A possibilidade de inclusão da faixa etária - ou de pessoas com comorbidades com esta idade — na fila de vacinação depende do Ministério da Saúde.

Por enquanto, este grupo etário vai demorar um pouco mais. O que pode ocorrer é que dentro deste grupo etário temos portadores de comorbidades, com risco maior de morte, e ela [vacinação de adolescentes com comorbidades] pode ser antecipada. Inclusive antecipada já porque de fato tem um risco maior. Crianças que estão com leucemia, que tem algum defeito congênito... Isso será muito positivo para ela e suas famílias
Gonzalo Vecina, ex-presidente da Anvisa

No momento, estão aptos para vacinação no Brasil adultos com mais de 18 anos. Muitos estados já começaram a vacinação por faixa etária após aplicarem pelo menos a primeira dose nos grupos prioritários.

Para Vecina, a definição da ordem de vacinação sempre deve levar em conta fatores como risco de morrer pela doença e exposição ao vírus.

"Quem dirige a fila de vacinação é a noção de risco de morrer, isso que temos que ter. Por isso às vezes falamos que essa vacina está mal organizada, porque quem tem mais risco de morrer é quem tem que se expor mais ao vírus", disse Vecina.

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