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País terá de tratar Burnout de enfermeiros após vacinação, diz Cofen

De VivaBem, em São Paulo

02/06/2021 10h44Atualizada em 02/06/2021 11h07

O vice-presidente do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), Antônio Marcos Freire Gomes, afirmou que o Brasil vai precisar lidar com o esgotamento mental —o chamado Burnout— de profissionais que atuam na linha de frente no combate à covid-19, mesmo depois que a vacinação atingir todos os públicos.

Em participação no UOL Entrevista na manhã de hoje (2), Gomes disse que será necessário criar programas de atendimento, tanto na esfera pública como na privada, para atender esses profissionais, sobretudo enfermeiros e técnicos de enfermagem.

A nossa grande preocupação é que a gente sabe que a vacina, ainda que esteja num processo lento, ela vai se instalar, ela vai progredir, mas vai ficar um resquício de profissionais doentes que vamos precisar cuidar.
Antônio Marcos Freire Gomes, vice-presidente do Cofen

Um estudo publicado em março pelo Idor (Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino) aponta que ao menos um em cada seis profissionais de saúde apresenta sinais de burnout.

"Nós já tínhamos, antes da pandemia, um cenário extremamente desfavorável para a saúde dos trabalhadores de enfermagem. Eles viviam numa situação adversa, que era potencializada pelo subdimensionamento de profissionais em relação ao número de pacientes", explicou.

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