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Charmosas para alguns, sardas surgem por exposição solar e são benignas

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Imagem: iStock

Carol Firmino

Colaboração para VivaBem

10/05/2021 04h00

Talvez a palavra "efélides" não seja tão recorrente no seu vocabulário, mas as famosas manchinhas que variam do marrom claro ao escuro —e chamamos de sardas— são muito conhecidas, principalmente entre pessoas de pele mais clara.

Embora sejam benignas e não apresentem nenhum tipo de ameaça à saúde, o contato com o sol pode fazer com que as manchas apareçam em maior quantidade naqueles indivíduos com predisposição.

Neste caso, são necessários cuidados específicos? Elas podem continuar aumentando? Para ajudar com as dúvidas a respeito das sardas, preparamos esse dossiê de perguntas respondidas por dermatologistas.

O que são as sardas e por que elas aparecem?

Elas são manchas de dois a quatro milímetros, de cor acastanhada clara ou escura e que podem aparecer desde a infância, já nas primeiras exposições à luz solar. São resultado do acúmulo de melanina e mais comuns em pessoas com pele e olhos claros, mas não necessariamente loiras ou ruivas, as de cabelo escuro também podem ter.

As efélides ou sardas surgem por fatores genéticos ou ambientais, como tempo em excesso no sol.

Sardas são consideradas manchas benignas?

Sim, já que não há perigo de elas evoluírem para um câncer de pele. No entanto, por pessoas com sardas, em geral, possuírem pele mais clara, estão suscetíveis ao surgimento de lesões malignas, como queimaduras solares e câncer.

Dessa maneira, é indispensável usar filtro solar com FPS 30 ou superior, inclusive nos dias nublados.

Por que as sardas escurecem?

Ainda que possam ser genéticas, é a exposição solar que alimenta o seu surgimento. Portanto, as transformações na cor das sardas também acontecem assim.

O estímulo da radiação ultravioleta ativa a produção de melanina pelos melanócitos da pele, tornando-as mais escuras. Isso faz com que colo, ombro, costas, rosto e braços sejam as regiões do corpo com mais chances de elas aparecerem.

Mulheres estão mais sujeitas a terem sardas?

Não há estudos que indiquem essa predominância. Neste caso, consideram-se apenas as motivações genéticas ou ambientais.

Sardas que aparecem no rosto são as mesmas do restante do corpo?

Mulher com sardas; pele; beleza - Getty Images - Getty Images
Imagem: Getty Images

Sim. Além das sardas marrons, existem ainda as brancas, que são chamadas de leucodermia gutata ou leucodermia solar. Então, assim como regiões do corpo que ficam mais expostas ao sol estão mais vulneráveis, essas manchas esbranquiçadas também aparecem aí.

Surgem nos antebraços e pernas em função do dano cumulativo causado pela radiação ultravioleta ao longo da vida.

Existe alguma relação entre alterações hormonais e aumento de sardas?

Não. O que pode acontecer com mulheres durante a gestação é o aparecimento de outras manchas, como o melasma. Ele aparece no rosto e deve ser controlado com prevenção à exposição solar.

Outra característica do organismo da mulher nessa fase é o escurecimento da vulva, dos mamilos e da linha no meio da barriga. No geral, a pele da gestante também fica mais sensível e avermelhada pelas alterações vasculares.

Qual a diferença entre sardas, manchas e pintas?

As sardas —sejam elas genéticas ou impulsionadas por fatores ambientais, como a exposição ao sol— são resultado do extravasamento de melanina, que dá pigmentação à pele. Já as manchas têm causas variadas além dessas, como alterações hormonais, traumas ou quadro de acne.

Por sua vez, as pintas possuem mecanismos diferentes de formação e podem sofrer mutação do DNA em determinados momentos da vida —e se transformar em um câncer.

Alimentação influencia no aumento ou diminuição das sardas?

Não há nenhuma relação. Entretanto, se alimentar de maneira balanceada é essencial para manutenção de uma pele saudável. Má alimentação pode causar ressecamento, perda de elasticidade e vigor.

Existem tratamentos para reduzir a quantidade de sardas?

É importante dizer que tais procedimentos visam resultados estéticos, já que as sardas não interferem na saúde. Por isso, o uso regular de fotoprotetores é a iniciativa mais natural e barata para clarear sardas existentes e evitar que novas apareçam.

Mesmo assim, algumas pessoas buscam os peelings químicos —que são responsáveis pela renovação das camadas superficiais da pele—, tratamentos a laser específicos para remoção de lesões pigmentadas e o uso de luz intensa pulsada, um aparelho que emite feixes de luz de vários comprimentos de onda na pele.

Essa técnica faz com que os tecidos tratados recebam energia e convertam em luz e calor, o que gera reações químicas e pode resultar na síntese de melanina, fazendo com que a pele retorne a uma cor uniforme.

Fontes: Ana Carolina Clemente de Mauro, dermatologista clínica e cirúrgica, especializada em cosmiatria e laser na Clínica Horaios (SP); Erasmo Torkaski, dermatologista, mestre em medicina pela UFF (Universidade Federal Fluminense), sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Laser e do Centro de Dermatologia e Laser de Brasília; Lucas Miranda, médico pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com residência médica em dermatologia pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora); Victor Bechara, dermatologista pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e pela Ludwig Maximilians University (Alemanha), e especialista em laser pela Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

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