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Reino Unido diz que coágulos da AstraZeneca ocorrem mais em mulheres

Vacina de AstraZeneca e Universidade de Oxford deve continuar a ser usada nas campanhas de imunização - Getty Images/BBC News Brasil
Vacina de AstraZeneca e Universidade de Oxford deve continuar a ser usada nas campanhas de imunização Imagem: Getty Images/BBC News Brasil

Colaboração para o UOL

06/05/2021 14h14

A MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde do Reino Unido) afirmou hoje ter evidências de que a formação de coágulos sanguíneos ligados à vacina anti-covid da AstraZeneca ocorreram mais em mulheres do que em homens. Anteriormente, as autoridades acreditavam que os casos estavam ligados à idade.

No mês passado, o órgão britânico registrou 168 casos graves de coágulos entre as pessoas que receberam uma dose da farmacêutica. Dessas, 32 morreram.

"Existem agora algumas evidências de que a taxa de incidência relatada é maior em mulheres em comparação com os homens, embora isso não seja visto em todas as faixas etárias e a diferença continue pequena", explicou a agência no último boletim que acompanha o problema dos coágulos.

O imunizante da AstraZeneca foi avaliado quanto aos coágulos muito raros, com maior incidência em pessoas mais jovens.

Segundo os últimos dados semanais, a presença de casos raros e baixos níveis de plaquetas foi de 10,5 por milhão de doses, quando comparado com a semana passada, em que esse número ficou em 9,3.

Dos 242 casos de coágulos, seis ocorreram após a aplicação da segunda proteção. Até 28 de abril, 22,6 milhões de britânicos receberam pelo menos a primeira dose da AstraZeneca. Outros 5,9 milhões já receberam a segunda dose.

"O conselho é que os benefícios da vacina superam os riscos na maioria das pessoas", ratificou o MHRA.