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Embora rara, reinfecção por covid-19 é mais comum em idosos, diz estudo

Estudo foi realizado por 4 milhões de pessoas na Dinamarca - iStock
Estudo foi realizado por 4 milhões de pessoas na Dinamarca Imagem: iStock

De VivaBem, em São Paulo

17/03/2021 23h17

Idosos são mais propensos a uma reinfecção por covid-19, mostra estudo publicado hoje na revista científica The Lancet. Segundo a pesquisa, a maioria das pessoas que foram infectadas com o coronavírus desenvolveu imunidade contra a doença.

Das 110 mil pessoas acompanhadas pela pesquisa, apenas 0,65% foram reinfectadas. A proteção identificada nos participantes durou pelo menos seis meses.

No entanto, entre o grupo das pessoas com mais de 65 anos, notou-se que menos de 50% desenvolveram imunidade contra outra infecção pelo mesmo vírus, enquanto entre os mais jovens essa porcentagem foi de 80%.

"Nós estimamos uma proteção relativamente baixa em pessoas com 65 anos ou mais em comparação com pessoas mais jovens", disseram os pesquisadores na publicação.

O estudo "Assessment of protection against reinfection with SARS-CoV-2 among 4 million PCR-tested individuals in Denmark in 2020: a population-level observational study" foi feito pelo Statens Serum Institut, da Dinamarca.

Os cientistas acompanharam mais de 4 milhões de pessoas ao longo de mais ou menos um ano. Os pesquisadores usaram dados do programa de testagem do governo dinamarquês e todos os envolvidos no estudo passaram por testes RT-PCR.

A amostragem do estudo ainda é pequena e ele foi realizado apenas em um país, portanto não considera grandes variações etnográficas. O período do estudo também é relativamente curto, portanto não é possível ter certeza de quanto tempo dura a proteção adquirida em consequência de uma infecção pela doença.

Além disso, não foram consideradas novas variantes, porque durante o período do estudo elas ainda não haviam sido identificadas na Dinamarca.

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