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Paulo Zulu teve coágulos no cérebro após pancada na cabeça; entenda

Paulo Zulu desenvolveu coágulos no cérebro após bater a cabeça em um acidente doméstico - Reprodução/Instagram/@paulozuluoficial
Paulo Zulu desenvolveu coágulos no cérebro após bater a cabeça em um acidente doméstico Imagem: Reprodução/Instagram/@paulozuluoficial

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

08/03/2021 12h49

Resumo da notícia

  • O modelo Paulo Zulu precisou tratar dois coágulos no cérebro após bater a cabeça em um acidente doméstico
  • A batida fez com que ele desmaiasse 12 dias depois; só então, após exames, ele detectou o problema
  • Após bater a cabeça, é importante observar os sinais cognitivos da pessoa e não deixá-la dormir para o caso não se agravar
  • Em caso de sonolência ou problemas para andar e falar, o recomendado é buscar ajuda médica imediatamente

O que parecia ser um simples acidente doméstico se tornou algo mais sério na vida de Paulo Zulu. O modelo revelou ao programa Domingo Espetacular que sofreu um desmaio no início do ano por conta de dois coágulos em seu cérebro. As lesões foram causadas por uma batida na cabeça — Zulu estava terminando de calibrar o pneu do carro quando atingiu um telhado de concreto.

Zulu imaginou que a batida não era grave e cuidou apenas do inchaço. Mas, 12 dias depois, desmaiou e precisou de socorro médico. Foi quando descobriu que havia dois pequenos coágulos no cérebro em decorrência do acidente.

Acidente provocou hemorragia

De acordo com o Feres Chaddad, professor titular de Neurocirurgia da Unifesp e chefe da Neurocirurgia da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o mais provável é que o impacto da cabeça no telhado tenha criado um hematoma subdural — uma hemorragia no cérebro, o que levou à formação dos coágulos e que ainda pode provocar inchaço no órgão.

"Se a lesão for pequena, ela muitas vezes pode passar desapercebida", afirma o especialista. "No entanto, dependendo de onde ela está localizada, pode causar alterações motoras, cognitivas e sensitivas, como problemas de memória, fala confusa, sonolência e desmaios", explica.

Isso porque a hemorragia gera uma pressão dentro do crânio que pode afetar as funções cerebrais. Foi o que aconteceu com Zulu, que teve um desmaio muito semelhante a uma crise epiléptica (que tem como manifestação física a convulsão) e acabou ficando com estado de consciência alterado por 12 horas.

De acordo com Chaddad, o tratamento é feito com anticonvulsivos para evitar uma nova crise, já que é uma situação que assusta muito tanto o paciente como a família.

É recomendado também evitar dirigir enquanto se recupera (já que a pessoa pode "apagar" nesse período) e ainda repouso para garantir que o cérebro se recupere.

"A recomendação é acompanhar a regressão dos coágulos com exames de imagem, como a tomografia e ressonância magnética", avalia o médico.

E não pode dormir?

Infelizmente, não dá para saber quando uma pancada na cabeça é mais séria. Por isso, o mais recomendado é ficar atento aos sinais cognitivos da pessoa: se está alerta ou sonolenta, se está falando e se há algum problema motor (como algum lado do corpo paralisado).

Se houver alguma alteração, é preciso buscar ajuda médica o quanto antes para avaliar o quadro. "Importante manter a pessoa consciente, ou seja, não deixar ela dormir após o trauma, para que o quadro não se agrave", explica o Chaddad.

Ele lembra ainda que a formação ou não de um inchaço no local— o famoso "galo — não indica maior ou menor gravidade da pancada. "Essa lesão acontece do crânio para fora e afeta a pele, a musculatura", diz. "O que ele teve, além do 'galo', foi uma lesão no cérebro", afirma.

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