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Vacina de Oxford reduziu em 94% risco de hospitalização, aponta estudo

Vacinas podem proteger contra os efeitos graves de covid-19 - Prefeitura de Birigui/Divulgação
Vacinas podem proteger contra os efeitos graves de covid-19 Imagem: Prefeitura de Birigui/Divulgação

Do VivaBem, em São Paulo

24/02/2021 14h04Atualizada em 24/02/2021 15h39

Um estudo realizado na Escócia mostra que a vacinação contra a covid-19 está funcionando e reduzindo os riscos de hospitalização.

Conduzida pela Public Health Scotland, a pesquisa que foi publicada no site da agência UK Research and Innovation e ainda não passou pela revisão de cientistas aponta que pessoas imunizadas com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca tiveram um risco 94% menor de hospitalização. Já a vacina Pfizer/BioNTech reduziu em 85% o risco de hospitalização.

Josie Murray, uma das autoras do estudo, explica que os dados indicam uma promessa de que as vacinas são capazes de proteger as pessoas contra os efeitos mais graves da covid-19, mas que a população ainda deve manter as medidas para interromper a transmissão do vírus.

"A melhor maneira de fazer isso é seguir as orientações de saúde pública: lave as mãos com frequência, faça distanciamento de dois metros de outras pessoas e, se desenvolver sintomas, fique em isolamento e procure um teste", disse, em comunicado.

Como o estudo foi feito e quais foram os resultados

  • A instituição Public Health Scotland recolheu dados de admissão, entre 8 de dezembro e 15 de fevereiro, em hospitais do país devido ao coronavírus.
  • Neste mesmo período, 21% da população escocesa recebeu pelo menos a primeira dose da vacina, com mais de 1,14 milhão de vacinas administradas.
  • O estudo mostrou que, quatro semanas após receber a primeira dose, o risco de hospitalização diminuiu consideravelmente.
  • Para aqueles que receberam a vacina Pfizer/BioNTech, houve uma redução de 85%, e para aqueles que receberam a vacina Oxford/AstraZeneca, a redução foi ainda maior, de 94%.
  • Para pessoas com mais de 80 anos, um dos grupos de maior risco, a redução média de risco dos resultados de ambas as vacinas foi de 81%.

As eficácias das vacinas

A vacina Pfizer/BioNTech demonstrou eficácia em ensaios clínicos de cerca de 95%, e mesmo a dose única está relatando eficácia muito alta, como mostrou o estudo preliminar. No Brasil, a vacina ainda não está sendo aplicada, mesmo com a Anvisa aprovando o uso no país.

Já a vacina AstraZeneca, em uso no país por meio da transferência de tecnologia para a Fiocruz, teve menor eficácia em testes clínicos — 62% quando aplicada em duas doses completas e 90% com meia dose seguida de outra completa, com eficácia média de 70%. Entretanto, os resultados mostram que a vacina parece ser muito eficaz na prevenção de doenças, sendo o suficiente para exigir hospitalização.

Por que este estudo é importante?

O estudo, mesmo que preliminar, mostra que as vacinas protegem contra os efeitos graves de covid-19, principalmente das hospitalizações que, em alguns estados do Brasil, já atingiram recordes nas UTIs.

Os resultados também podem ser usados para incentivar a população a se vacinar, visto que 22% dos brasileiros disseram que não queriam receber a vacina contra covid-19.

Segundo os autores, o estudo seguirá acompanhando e monitorando o progresso da pandemia. A ideia é avaliar quais intervenções são eficazes para o tratamento e prevenção do vírus.

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