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Cirurgia no pescoço revela veia jugular duplicada em paciente

Embora rara, os médicos alertam que a duplicação da veia jugular precisa ser detectada antes de qualquer cirurgia no pescoço para evitar riscos ao paciente - BMJ Case Reports
Embora rara, os médicos alertam que a duplicação da veia jugular precisa ser detectada antes de qualquer cirurgia no pescoço para evitar riscos ao paciente Imagem: BMJ Case Reports

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

22/02/2021 13h09

Médicos na Índia relataram um caso raro na história da medicina: um paciente com a veia jugular interna — um dos principais vasos sanguíneos do corpo, localizado no pescoço — bifurcada.

Um dos principais vasos do corpo humano, a veia é responsável por drenar o sangue da cabeça e do pescoço para o coração. Por seu calibre grosso, qualquer dano nela pode causar uma grande hemorragia — que pode ser rápida e mortal.

O caso envolveu um homem indiano de 48 anos que precisou passar por uma cirurgia no pescoço após ser diagnosticado com um câncer de pele chamado de carcinoma epidermoide (mais frequente nas regiões da cavidade oral e do esôfago) justamente na região do pescoço.

Durante a cirurgia, os médicos então notaram que a veia jugular se dividia em duas — os vasos acabavam se unindo depois, logo abaixo do músculo omo-hióideo (na parte da frente do pescoço).

Por que isso é importante?

Publicado recentemente pelo periódico BMJ Case Reports, o caso originalmente aconteceu em 2018; no entanto, os especialistas reforçaram a importância de que, em casos de cirurgia na região do pescoço, seja feita uma investigação minuciosa com exames de imagem para entender exatamente qual é a anatomia da área.

Isso porque já é sabido que o desenvolvimento do sistema vascular do corpo é complexo e pode levar a algumas variações na formação dos vasos. Já há, inclusive, casos documentados de variações da veia jugular interna envolvendo tamanho e formato — embora os casos de duplicação sejam extremamente raros na literatura médica.

O problema é que, sem saber onde a veia está localizada com precisão, os riscos da cirurgia aumentam consideravelmente — já que um corte feito nesse vaso levaria o paciente a uma perda de sangue considerável e à morte.

No caso do paciente indiano, a cirurgia correu sem maiores problemas e ele se recuperou bem. Uma tomografia revelou depois que a duplicação estava na base do pescoço, na altura da vértebra C6.

Por isso, os médicos especialistas envolvidos no caso alertaram para a importância da realização de exames de imagem para descartar qualquer anormalidade na vascularização do local e ainda planejar de forma segura o procedimento.

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