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Menino é internado após engolir brinquedo; saiba o que fazer nesses casos

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Bruna Alves

Do VivaBem, em São Paulo

21/01/2021 14h00

Assistir a uma criança engasgar com algum objeto é algo assustador. Foi o que aconteceu com os pais de Luiz Otávio, 2, de Montes Claros (MG), que precisou ser internado após se engasgar com uma peça de brinquedo no último domingo (17) na casa dos avós. Seu estado de saúde é grave.

Charles Madureira, o pai, contou ao UOL que tudo aconteceu muito rápido. "A mãe, sempre cuidadosa, pediu para ele tirar, mas ele respirou e se engasgou na hora".

O engasgo é uma situação que exige atendimento urgente. Em primeiro lugar, é importante não provocar vômitos. Esse método não é recomendado, pois a criança pode aspirar o vômito, engasgar e não conseguir respirar.

Nesse tipo de acidente, primeiro verifique se a criança continua respirando normalmente. Se estiver, os pais devem levá-la para atendimento médico. No entanto, se ela estiver respirando com dificuldade leve-a imediatamente ao hospital.

Se a criança parou de respirar e não consegue falar ou chorar, trata-se de um caso grave de obstrução da via respiratória, que é uma emergência em que os próprios pais ou quem estiver com a criança terão que agir rapidamente.

"Quando a criança tem mais de um a dois anos, a manobra de Heimlich é a mais indicada. A gente abraça a criança pelas costas, e dá um aperto súbito por baixo das costelas que os braços estão, deslocando a via aérea para cima. E daí, provavelmente, o objeto vai ser expelido nessa manobra", ensina Fernanda Minafra, professora do departamento de pediatria da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Em menores de um ano a manobra é diferente: "Deve-se apoiar a criança na nossa perna e colocar a cabecinha um pouco mais para baixo da altura da perna, com a barriga virada para baixo e fazer cinco precursões nas costas da criança. E daí, logo em seguida, vire a criança e a coloque de frente e faça cinco compressões no externo, que é esse osso da frente do tórax. E vai alternando isso até que a criança reaja", completa Minafra.

Segundo especialistas, é muito comum as crianças engolirem objetos estranhos sem que os pais percebam, e a única forma de saber o que houve é a manifestação dos sintomas que, geralmente, são salivação excessiva ou com sangue, tosse, febre, recusa alimentar, irritabilidade, vômitos e por aí vai.

Nesses casos, a criança deve ser levada ao hospital para que o objeto seja identificado e os médicos definam qual melhor procedimento. "Baterias e pilhas têm substâncias corrosivas e podem ser altamente lesivas para o organismo de uma criança. Então tem que procurar um atendimento", alerta a professora da UFMG.

*Com informações de reportagem publicada em 17/09/2020.

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