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Vacina da Johnson & Johnson gera imunidade duradoura, diz estudo preliminar

Johnson & Johnson prometeu anunciar resultados de eficácia neste mês - Mike Blake
Johnson & Johnson prometeu anunciar resultados de eficácia neste mês Imagem: Mike Blake

Colaboração para o UOL

19/01/2021 09h28

Resultados preliminares de um estudo científico apontam que a vacina da Johnson & Johnson contra covid-19 pode gerar uma resposta imune duradoura. Mesmo com apenas uma dose, anticorpos neutralizantes foram encontrados em mais de 90% dos voluntários estudados após um mês. Mais dados ainda serão analisados para confirmar essa tese.

O estudo foi publicado no The New England Journal of Medicine e detalha que 805 voluntários foram testados, com idades de 18 a 55 anos. Os anticorpos foram encontrados em 100% deles no 57º após a vacinação, de acordo com a análise preliminar dos estudos.

A pesquisa apontou ainda que esses anticorpos permaneceram estáveis até o 71º dia. Mas a Johnson & Johnson informou que precisa continuar observando todos participantes desses testes, por um ano, para entender melhor os dados.

Os testes de segurança da vacina também foram positivos. Os efeitos adversos mais comuns foram leves, como fadiga, dores de cabeça, dores musculares e dores no local da injeção. Em pessoas mais velhas, as reações foram ainda menos comuns e ficaram menores após a aplicação da segunda dose.

A vacina da Johnson & Johnson ainda não apresentou resultados dos testes da fase 3, que mostram a eficácia. Segundo a empresa, isso deve ser divulgado até o final deste mês de janeiro.

Essa vacina pode ser importante para o Brasil, pois utiliza a mesma tecnologia da vacina de Oxford, de adenovírus, que foi aprovada recentemente no país. Além disso, ela foi testada em algumas cidades brasileiras. Tudo isso pode facilitar a aplicação dela no Brasil futuramente. Por enquanto não há acordo do governo federal para compras desse imunizante.

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