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Estudo: combinação de remédios tem resultado promissor contra leucemia

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

19/01/2021 12h47

Um estudo realizado por especialistas do Sanford Burnham Prebys Medical Discovery Institute, nos Estados Unidos, e a Universidade de Glasgow, na Escócia, identificou dois medicamentos que parecem ser potentes contra a leucemia mieloide aguda (LMA) quando combinados, mas ainda ineficazes quando usados isoladamente.

De acordo com os pesquisadores, os medicamentos foram capazes de aumentar significativamente a morte das células cancerosas. O resultado foi publicado em 11 de janeiro na Nature Communications.

"Nosso estudo mostra que dois tipos de drogas, inibidores de MDM2 e inibidores de BET, funcionam sinergicamente para promover uma atividade anti-leucêmica significativa", disse Peter Adams, professor da Sanford Burnham Prebys e autor sênior do estudo.

Como foi feito o estudo?

  • 15 pacientes com leucemia mieloide aguda heterogênia foram avaliados;
  • Os especialistas analisaram a sinergia da combinação MDM2i e BET em um painel de células;
  • Os participantes do estudo tinham uma idade média de diagnóstico de 60 anos (variação de 31 a 78 anos).

Por que este estudo é importante?

Existem muitos tipos de leucemia mieloide aguda, além de diferentes casos com alterações cromossômicas, mutações genéticas e modificações epigenéticas, o que dificulta aos pesquisadores encontrar novas terapias que realmente funcionem.

De acordo com a American Cancer Society, a taxa de sobrevivência de cinco anos para adultos com LMA permanece inferior a 30%.

O TP53, gene mutado com mais frequência em todos os cânceres humanos, é encontrado inalterado em cerca de 90% dos pacientes com LMA. Como o produto do gene TP53, o p53, atua na supressão de tumores, os cientistas têm buscado drogas que reativem ou aumentem seus poderes anticâncer na leucemia, o que deve fornecer um benefício clínico. No entanto, nesses casos, ainda não houve bons resultados.

Resultados promissores

Segundo o autor sênior do estudo, os resultados foram surpreendentes porque pesquisas anteriores mostraram que cada droga por si só tinha um leve benefício contra a LMA. Em contrapartida, essa nova pesquisa fornece uma base científica para o avanço dos estudos clínicos da combinação de drogas em pacientes com a doença.

"Estávamos interessados em combinar os inibidores de MDM2 e BET porque cada um mostrou atividade pré-clínica encorajadora, mas atividade limitada quando administrado a pacientes como um único agente. Pesquisas anteriores mostraram que os inibidores do MDM2 ativam o p53 e os inibidores do BET suprimem os genes associados às leucemias, mas não o p53", explica Adams.

Dessa vez, para a surpresa dos especialistas, a pesquisa mostrou que os inibidores de MDM2 e os inibidores de BET ativam o p53, mas por um caminho diferente.

"Os inibidores de BET silenciam o poder de uma proteína que descobrimos ser um supressor de p53 na leucemia. Entre as duas drogas, você acaba com um efeito de 'golpe duplo' que libera totalmente a atividade anticâncer do p53", diz.

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