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Vírus inativado, atenuado, mRNA: entenda tipos de vacinas contra covid-19

Do VivaBem, em São Paulo

14/12/2020 18h56

No UOL Debate desta segunda-feira (14), especialistas na área da saúde explicaram quais são os tipos de vacinas mais comuns na corrida contra o novo coronavírus.

Natalia Pasternak, microbiologista e presidente do IQC (Instituto Questão de Ciência), disse que as vacinas são divididas, em termos de tecnologia, em gerações. As mais antigas, que o ser humano sabe fazer há 70 ou 80 anos, são de vírus inativado e atenuado.

Antes de ser inativado, o vírus é cultivado para se multiplicar. Depois que os cientistas já tiverem uma grande quantidade, como o próprio nome diz, eles são inativados com calor ou um produto químico. "Para fins poéticos, eu vou matar o vírus. Ele vai estar lá, mas não vai ser capaz de causar a doença, porque está morto. Isso é suficiente para o sistema imune reconhecer e montar uma resposta", explica Pasternak.

O atenuado é quando o vírus vai sendo enfraquecido aos poucos e não é mais capaz de causar doença. Entretanto, ele continua sendo reconhecido pelo sistema imune. "Vacina é uma maneira de enganar o sistema imune, ele tem que pensar que o vírus está lá", diz ela.

Já a mRNA é uma nova tecnologia sintética, que não precisa do vírus. Ela ativa um neutralizante que precisa gerar uma reação no corpo. "De alguma maneira isso daí ativa as células do sistema imune. Então, a gente está vendo que o tipo de resposta que ele gera é um sonho de consumo de quem faz imunologia, de quem faz vacina", avalia Cristina Bonorino, imunologista, professora da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre) e integrante do comitê científico da SBI (Sociedade Brasileira de Imunologia).

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