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Vacina de Oxford será testada em uso combinado com a russa Sputnik V

Do VivaBem, em São Paulo*

11/12/2020 08h25Atualizada em 11/12/2020 10h32

O laboratório sueco AstraZeneca, que desenvolve uma vacina em parceria com a Universidade de Oxford, e a Rússia anunciaram hoje (11) testes clínicos conjuntos que combinam seus dois imunizantes contra o novo coronavírus.

"Anunciamos um programa de testes clínicos para avaliar a segurança e a imunogenicidade da combinação da ASD1222, desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford, e Sputnik V, desenvolvida pelo instituto de pesquisa Gamaleya", anunciou a unidade da AstraZeneca na Rússia em um comunicado.

Os testes incluirão voluntários com mais de 18 anos.

Segundo o laboratório, ao unir duas pesquisas, é possível obter uma "resposta imunológica melhor". As duas vacinas usam adenovírus —vírus que causa o resfriado comum —, modificado com componentes do novo coronavírus.

As combinações das diferentes vacinas contra a covid-19 podem ser uma etapa importante para criar uma proteção maior
AstraZeneca, em comunicado oficial

Em um comunicado publicado hoje, o Fundo Soberano Russo, que participa no desenvolvimento da Sputnik V, afirma que propôs em novembro à AstraZeneca o uso de um dos dois componentes da vacina russa.

"A AstraZeneca aceitou a proposta (...) de usar um dos dois vetores da vacina Sputnik V nos testes clínicos adicionais de sua própria vacina, que começarão antes do fim do ano", indicou o fundo.

O governo brasileiro possui um acordo com o laboratório e a Universidade de Oxford para a compra de 100 milhões de doses da vacina, cujos testes também foram feitos no Brasil, liderados pela Fiocruz.

Eficácia

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca apresentou uma eficácia média de 70,4% na fase 3 (última etapa) de testes, de acordo com dados preliminares publicados na revista científica The Lancet e divulgados no dia 8 de dezembro.

A eficácia do imunizante chegou a 90% em um pequeno grupo que tomou meia dose na primeira aplicação, mas 62% para a maioria, que tomou a dose completa na primeira aplicação e no reforço.

No fim de novembro, a Rússia anunciou que a sua vacina tem eficácia de mais de 95% após a aplicação da segunda dose. Esses são resultados preliminares e os dados ainda não foram revisados e publicados por uma revista científica.

Atualmente, a vacina russa está na fase 3 de testes clínicos em 40 mil voluntários, mas o país já iniciou na semana passada a vacinação em parte da população.

* Com informações da AFP

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