PUBLICIDADE

Topo

Saúde

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor


Saúde

CoronaVac tem mínimo de infectados e Butantan espera aprovação em janeiro

Allan Brito, Felipe Pereira e Rafael Bragança

De VivaBem, em São Paulo, e colaboração para VivaBem, em São Paulo

23/11/2020 13h10Atualizada em 23/11/2020 15h09

O governo de São Paulo anunciou hoje que os estudos de fase três da CoronaVac, que podem atestar a eficácia da vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, chegaram ao número mínimo de infectados pelo novo coronavírus. Com essa marca, é possível abrir os resultados dos estudos para análise da aprovação do registro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O Butantan trabalha com a expectativa de que a Anvisa possa conceder o registro da vacina até janeiro, o que já permite o início de uma campanha de vacinação contra a covid-19 no estado. Para isso, São Paulo deve ter 46 milhões de doses disponíveis, sendo seis milhões vindo já prontas da China e mais 40 milhões produzidas na fábrica do Butantan na capital. Na última quinta-feira (19), chegaram ao país as primeiras 120 mil doses da vacina.

Nos estudos de fase três do imunizante que são conduzidos no Brasil, 74 pessoas contraíram até agora o novo coronavírus de um total de 13 mil voluntários que irão participar dos testes. O mínimo para abrir os testes era de 61 infectados.

"A expectativa é que já no mês de janeiro a Anvisa tenha aprovado a CoronaVac e com 46 milhões de doses o Instituto Butantan, em conjunto com PNI [Programa Nacional de Imunizações], terá possibilidade de vacinar brasileiros de todo o país. A celeridade da CoronaVac vai permitir que a CoronaVac seja a primeira vacina disponível para a nossa população e, como sempre reforçamos, só com a vacina viveremos o nosso normal", afirmou hoje o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, durante entrevista coletiva na sede do Butantan em São Paulo.

O Butantan enviou as análises do estudo da CoronaVac ao comitê internacional para validação. É esta análise que determina a eficácia da vacina. Quando o documento voltar deste comitê, o que é esperado para a primeira quinzena de dezembro, ocorrerá a entrada no pedido de autorização na Anvisa.

O mesmo é feito com a agência reguladora chinesa, país do laboratório Sinovac. A expectativa da Secretaria estadual de Saúde de São Paulo é que a Anvisa termine sua avaliação até o começo de janeiro. As 46 milhões de doses da vacina então seriam suficientes para vacinar toda a população do estado paulista.

A expectativa de começar a vacinação no início de 2021 é compartilhada pelo diretor do Butantan, Dimas Covas. "Essas notícias colocam essa vacina como a vacina mais próxima de utilização aqui no Brasil. É a que está mais próxima de estar disponível para a população", afirmou.

Os testes da CoronaVac no Brasil acontecem desde julho em 16 centros de pesquisa científica espalhados por sete estados brasileiros e no Distrito Federal. Na China, os estudos de fase um e dois já foram concluídos e comprovaram eficácia superior a 90% do imunizante. Para o registro na Anvisa, é necessário que a vacina tenha pelo menos 50% de eficácia.

Saúde