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Tumor que matou MasterChef Júnior dos EUA é raríssimo e agressivo

Reprodução/Fox
Imagem: Reprodução/Fox

Bruna Alves

Do VivaBem, em São Paulo

18/11/2020 15h15

O ex-participante do "Masterchef Júnior" nos Estados Unidos, Ben Watkins, morreu aos 14 anos na última segunda-feira (16) devido a um tumor raríssimo chamado histiocitoma fibroso angiomatoide.

O adolescente, que foi diagnosticado há um ano e meio, travou uma luta contra a doença. "Estávamos torcendo por um resultado diferente. Mas os pulmões do Ben não conseguiam mais oferecer o ar que ele precisava para respirar. Estamos devastados", desabafou o tio dele, Anthony Edwards, ao jornal Chicago Tribune.

Ele conta que o tumor começou no pescoço do garoto e, a princípio, tinha o tamanho de uma bola de golfe. Depois, cresceu até ficar maior que uma laranja e se espalhou pelo corpo. Segundo o tio, ele fazia quimioterapia para tratar tumores nos pulmões, coluna vertebral e ombro. Edwards também disse que Ben sentia que estava sendo "torturado" pela dor e pelos tratamentos.

Histiocitoma fibroso raramente é maligno

Histiocitoma fibroso angiomatoide é um subtipo de sarcoma que tem baixo potencial de malignidade e costuma atingir adolescentes ou adultos mais jovens. Trata-se de um tumor de origens de partes moles, um nódulo ou uma bolinha de gordura que acomete, principalmente, a pele, como a musculatura ou regiões abdominais.

Não há uma causa específica para o surgimento da doença, mas os sarcomas, em comparação com outros tumores, podem ter uma associação relacionada a hereditariedade, que pode ser considerada um fator de risco. Entre os sintomas mais comuns estão crescimento do nódulo, dores em algumas partes do corpo e formigamento.

O histiocitoma fibroso maligno é uma variante raríssima agressiva do tumor, que dificilmente se espalha para outros órgãos do corpo. Há quem diga que menos de dez pessoas no mundo inteiro sofram com a doença, e que parece ser o caso do adolescente.

"Na maior parte das vezes, ele não tem um comportamento maligno. Mas, em fases mais avançadas em que se espalha, ele pode ir para o pulmão e gerar o que a gente chama de metástase à distância", explica Rodrigo Munhoz, oncologista do Hospital Sírio-Libânes (SP).

Devido à raridade, a identificação da doença é difícil e bastante complexa, até mesmo para os especialistas. Inúmeros exames são necessários para fechar um diagnóstico assertivo. "Não é como um melanoma, por exemplo, que a gente sabe que é tumor maligno desde o diagnóstico. Existem diferentes modalidades desse tumor, uma variante benigna e uma maligna, e essa nuance pode ser desafiadora até para o patologista", relata Munhoz.

Como é feito o tratamento?

O tratamento para esse tipo de tumor é feito através de cirurgia. "Em algumas situações, a gente começa a ponderar outras opções, como radioterapia, ou nos raros casos de metástase, quimioterapia", diz Munhoz.

O tumor benigno, geralmente, é curado com o procedimento cirúrgico. No caso de ser maligno, se ainda estiver apenas localizado, as chances de curas são altas. O cenário muda quando ocorre metástase. Nesses casos raríssimos, o tumor pode levar à morte.

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