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Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor


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Câncer de boca: atendimento odontológico ajuda no diagnóstico precoce

Principais fatores de risco para a doença, mais comum em homens com mais de 40 anos, são o fumo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas - iStock
Principais fatores de risco para a doença, mais comum em homens com mais de 40 anos, são o fumo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo*

31/10/2020 12h43

O câncer bucal, também chamado de câncer de lábio e cavidade oral, pode aparecer nos lábios, língua, bochechas e é mais comum em homens a partir dos 40 anos.

No Brasil, a doença é o quinto tipo de câncer mais incidente entre os homens e ocupa a 13º posição entre as mulheres. A estimativa é de que mais de 15 mil novas pessoas tenham a doença entre 2020 e 2022.

Embora a boca seja uma região de fácil acesso para o diagnóstico, evidências mostram que a maior parte dos casos de tumores malignos nessa região é diagnosticada de forma tardia, o que pode comprometer o tratamento. Por isso, a descoberta rápida da doença é primordial para o prognóstico favorável à qualidade de vida do paciente.

Principais fatores de risco

  • Uso de tabaco (cigarro, narguilé)
  • Consumo de bebidas alcoólicas em excesso
  • Exposição ao sol na região dos lábios sem proteção
  • Diagnóstico positivo para HPV

Sintomas

No estágio inicial, o câncer de boca pode ser confundido com aftas. Os sintomas começam a se manifestar com a evolução da doença, como úlceras que não cicatrizam, dor, crescimento da lesão e sangramento. A depender do curso e estágio da doença, as pessoas afetadas podem ter comprometimento de áreas da face, necessidade de cirurgia mais invasiva, eventual perda de dentes, rouquidão, dificuldade para engolir, entre outros.

Os sinais mais evidentes de alerta são feridas nos lábios e na boca que não cicatrizaram após 15 dias, manchas e placas vermelhas ou esbranquiçadas na boca e sangramentos sem causa conhecida na cavidade oral. Caso o paciente identifique qualquer sintoma da doença, deve procurar atendimento médico.

"Se você tem alguma lesão indolor por um tempo já mais estendido, que ultrapasse 15 dias, você já tem que ficar atento. Além dos hábitos que você precisa adotar para prevenção: sempre que estiver exposto ao sol estar com proteção, como um chapéu que tenha aba para cobrir a face, a boca, lábios, e evitar o consumo excessivo de álcool e de tabaco", orienta Sumaia Coser, técnica de saúde bucal do Ministério da Saúde.

Valdecir de Aguiar Silva, 51 anos, morador de São José do Rio Preto (SP),já foi diagnosticado duas vezes com câncer de boca. Ele buscou atendimento odontológico na Atenção Básica após descobrir uma lesão indolor na boca.

"O doutor achou melhor fazer uma biópsia, pois a lesão estava estranha. Feita a biópsia, veio o resultado positivo. Fiz a cirurgia no hospital, mas três meses depois veio uma nova lesão. Aí fui encaminhado para quimioterapia e radioterapia. Terminei o tratamento em janeiro", conta Valdecir, que hoje faz acompanhamento a cada três meses.

Já Carla Claudia de Rezende, de 47 anos, notou uma lesão na língua e procurou atendimento em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) de São José do Rio Preto (SP). O diagnóstico foi positivo para câncer e o tratamento foi feito integralmente no SUS (Sistema Único de Saúde), de forma gratuita.

"O diferencial do tratamento foram as pessoas, que te olham com carinho e com amor para efetuar o trabalho que elas estão fazendo. Isso foi essencial para o meu tratamento", diz Carla.

Mais de 80 mil dentistas atendem hoje pelo SUS (Sistema Único de Saúde), sendo mais de 53 mil na Atenção Primária à Saúde, atuantes nas Equipes de Saúde da Família e Atenção Primária. Os profissionais estão preparados para fazer o diagnóstico correto e orientar a população sobre o tratamento.

"O cirurgião-dentista possui um papel fundamental na detecção e na prevenção do câncer de boca. Ele pode realizar a biópsia diretamente na unidade de Atenção Primária à Saúde ou encaminhar para um hospital. O profissional também incentiva o paciente a participar de grupos que estimulem sua vida saudável, como de cessação do tabagismo, por exemplo", afirma Sumaia Coser.

*Com informações do Ministério da Saúde

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