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Retirar hérnia abdominal, como fez Aline Riscado, é um procedimento simples

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Bruna Alves

Do VivaBem, em São Paulo

28/10/2020 13h00

Aline Riscado foi submetida a uma cirurgia para retirar uma hérnia abdominal. Ela contou ontem (27) sobre o procedimento no Instagram.

"Fiz hoje uma cirurgia que já estava para fazer há um tempo que é de uma hérnia abdominal. Fiz um cortezinho e costurou meu músculo, porque como já tive filho, criou uma diástase, meu músculo se afastou e formou uma hérnia. Daí quando eu fazia força abdominal, sai para fora uma bolinha. Está tudo ótimo, deu tudo certo, mas obviamente vou ter que ficar um tempo sem fazer atividade física", tranquilizou os fãs.

O que é uma hérnia da parede abdominal?

De acordo com a SBH (Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede abdominal), as hérnias da parede abdominal são orifícios ou fraqueza na musculatura da parede abdominal. Elas ocorrem quando parte de um órgão (normalmente alças do intestino delgado) se desloca através de um orifício (chamado de anel herniário) na parede abdominal, alterando a forma do abdome.

As hérnias abdominais são comuns e acometem cerca de 20% da população brasileira. Elas podem ocorrer por fraqueza na musculatura, hereditariedade, cirurgias abdominais prévias, obesidade, gestação, esforço físico, entre outros fatores. Além disso, também podem surgir em qualquer idade, embora sejam mais frequentes em adultos.

Em geral, o sintoma mais comum é a dor, que está associada ao aumento do volume na região, causando um abaulamento (bola) na forma do abdome, que piora com esforço físico ou quando a musculatura é contraída rapidamente, como em uma tosse ou espirro.

Normalmente, as hérnias abdominais podem ser diagnosticadas apenas com um exame clínico. Entretanto, em alguns casos, como o de pacientes obesos e hérnias pequenas, pode ser necessário a realização de outros exames exames para complementar o diagnóstico.

Quais são os tipos de hérnias?

Há quatro tipos: epigástrica, inguinal, incisional e umbilical. A epigástrica ocorre na linha média do abdome (chamada de linha Alba) —acima do umbigo— como resultado da passagem de vasos sanguíneos que geram áreas de fraqueza na parede muscular.

Já a inguinal é na virilha, entre a coxa e a parte inferior do abdome. Esta representa o tipo mais comum de hérnia. Os homens são mais vulneráveis a elas devido a fraqueza na parede muscular criada pela passagem do testículo para a bolsa escrotal. Aqui vale mencionar que hérnias grandes ou volumosas podem descer em direção aos testículos e são chamadas de hérnia inguinoescrotal.

A hérnia chamada incisional é aquela que aparece ou no local ou bem próximo de uma cirurgia realizada anteriormente na parede abdominal. Pode surgir tanto em poucas semanas como também vários anos depois da operação.

A umbilical, como o próprio nome já diz surge exatamente na região da cicatriz umbilical. Pode acontecer por um defeito congênito, como o não fechamento adequado do orifício de passagem do cordão umbilical, fraqueza fisiológica associada ao aumento de pressão intra-abdominal, especialmente devido a gestação ou obesidade e por aí vai.

Os bebês estão mais vulneráveis a este tipo de hérnia, mas neles normalmente desaparece de maneira espontânea ao longo dos primeiros anos de vida.

Como é feito o tratamento?

A cirurgia é a única forma efetiva para se tratar uma hérnia abdominal, pois a dor pode aparecer e sumir, mas depois voltar de forma repentina. Basicamente, a cirurgia pode ser realizada de duas formas: aberta, com anestesia local e laparoscópica, procedimento minimamente invasivo, mas que necessita de anestesia geral.

Segundo o Hospital Sírio Libânes, ambos os procedimentos são realizados por meio de um pequeno corte. A hérnia é empurrada para dentro do abdome e o orifício é fechado com uma tela, feita de material resistente e próprio para essa correção.

A recuperação do paciente costuma ser bem rápida. Normalmente, ele recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte. Contudo, ainda é preciso seguir as orientações médicas como não fazer esforço físico por no mínimo dez dias. Entre os possíveis efeitos pós-cirúrgicos estão dor, lesão de nervo, infecção e, às vezes, recidiva da hérnia.

Errata: o texto foi atualizado
A primeira versão desse texto dizia que a cirurgia realizada através de laparoscopia podia ser feita com anestesia local. Na verdade, esse tipo de procedimento só é realizado com anestesia geral. A informação foi corrigida.

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