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Ter um cônjuge na UTI aumenta o risco de ataque cardíaco, aponta estudo

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Imagem: iStock

Samantha Cerquetani

Colaboração para o VivaBem

05/10/2020 13h34

Não é fácil ter uma pessoa próxima, como um cônjuge, em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Além do medo de perder o ente querido, aumentam-se os riscos de sofrer um ataque cardíaco ou as chances de uma hospitalização, devido a um problema cardiovascular. É o que indica um estudo divulgado no jornal Circulation, da American Heart Association.

De acordo com Hiroyuki Ohbe, um dos autores da pesquisa, "a UTI pode ser um ambiente estressante com cargas significativas de cuidado. E os cônjuges precisam tomar decisões difíceis como continuar ou terminar o tratamento de suporte à vida".

Como o estudo foi realizado?

Os pesquisadores compararam a saúde do coração de mais de 7.000 cônjuges de pacientes internados na UTI com cerca de 30 mil pessoas, que foram escolhidas de forma aleatória nos bancos de dados. A idade média dos cônjuges era de 54 anos. Levaram-se em conta o gênero, a idade e a situação do seguro médico dos participantes.

O estudo concluiu que aqueles que tinham um cônjuge na UTI apresentavam um aumento na probabilidade de ter um problema cardiovascular no prazo de um mês. Foram encontrados casos de dores no peito, ataques cardíacos, AVC (acidente vascular cerebral), batimentos cardíacos alterados, insuficiência cardíaca ou embolia pulmonar.

Além disso, esse grupo estava mais propenso a ser hospitalizado por doenças cardiovasculares.

A importância de cuidar de quem cuida

Os estudiosos reforçaram a necessidade de os cônjuges de pacientes de UTI prestarem mais atenção à sua própria saúde física, especialmente em relação às doenças cardiovasculares.

A pesquisa destaca a importância de cuidar da saúde do coração desses cônjuges, que passam por estresse, ansiedade e até depressão. E mostra que a internação do cônjuge na UTI pode ser um fator de risco para os problemas cardiovasculares.

Alguns estudos já demonstraram que após a perda de um familiar é comum aumentar o risco de problemas no coração, principalmente nas primeiras semanas ou meses após a morte. Tal situação ficou conhecida como a Síndrome do Coração Partido ou Síndrome de Takotsubo.

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