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Covid-19: contaminar-se no mar é improvável, o problema é a aglomeração

Praia do Embaré, em Santos (SP), teve concentração de banhistas no dia 30 de agosto - Fernanda Luz/Agif - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
Praia do Embaré, em Santos (SP), teve concentração de banhistas no dia 30 de agosto Imagem: Fernanda Luz/Agif - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

Bárbara Paludeti

De VivaBem, em São Paulo

05/09/2020 11h47

Feriado prolongado, sol e calor em boa parte do Brasil, e uma vontade danada de sair de casa são os ingredientes perfeitos para a contaminação pelo novo coronavírus. Ontem (4), estradas de São Paulo registraram trânsito intenso em direção ao litoral do estado, fato que já gerava preocupação entre os prefeitos no começo da semana.

Em maio, pesquisadores espanhóis do CSIC (Conselho Superior de Investigações Científicas) divulgaram um relatório em que dizem que a transmissão do coronavírus pela água é bem pouco provável e reforçam que o problema desses locais —piscinas, praias, rios e lagos— é a aglomeração que normalmente se forma e o uso de objetos comuns.

Os cientistas se basearam na literatura científica disponível para dar uma série de indicações e recomendações para os espaços destinados a atividades aquáticas recreativas.

  • em piscinas e spas, o uso de cloro deve ser suficiente para inativar o vírus.
  • em relação à água do mar, embora não existam dados sobre a persistência do Sars-CoV-2, o efeito de diluição, assim como a presença de sal, são fatores que provavelmente contribuem para a diminuição da carga viral e sua inativação por analogia com o que acontece com vírus semelhantes.
  • já a sobrevivência do Sars-CoV-2 na água de rios, lagos, piscinas frescas e não tratadas é superior em comparação com piscinas e água salgada e, portanto, devem ser tomadas medidas de precaução para evitar aglomerações, sendo estes os ambientes aquáticos mais desaconselháveis.
  • já em relação à areia, embora não existam estudos experimentais a esse respeito, a ação conjunta do sal na água do mar, a radiação ultravioleta solar e a alta temperatura que a areia pode atingir, são favoráveis

Em São Paulo, estão proibidos os banhos de mar —apesar de os esportes na água estarem liberados— assim como o uso de cadeiras e guarda-sol na faixa de areia, tudo para evitar a aglomeração, e o uso de máscara é obrigatório.

Vale o reforço: a principal via de transmissão do Sars-CoV-2 continua sendo as secreções respiratórias que são geradas pela tosse e espirros e pelo contato pessoa a pessoa, daí a importância do uso da máscara —por você e pelo próximo—, mesmo na areia, na praia e em locais abertos, mesmo com calor.

O perigo da praia não é a contaminação na água e na areia, mas sim a aglomeração que, fatalmente, deve se formar com a quantidade de banhistas esperada devido ao feriado.

Está calor? Sim, mas é importante aproveitar o feriado com consciência tendo em vista que o vírus continua em circulação no país. Prefira uma caminhada na orla da praia, de máscara, e lave as mãos ao chegar em casa.

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