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Medicamentos podem aumentar sobrevida de pacientes com leucemia, diz estudo

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Imagem: iStock

Bruna Alves

Colaboração para VivaBem

03/09/2020 16h45

Pacientes com leucemia linfocítica crônica que receberam por um período fixo uma combinação dos medicamentos venetoclax e obinutuzumabe apresentaram taxas maiores de sobrevida, sem progressão da doença, por pelo menos 24 meses, após o fim do tratamento. Esse foi o resultado de um estudo denominado CLL14, multicêntrico, randomizado, aberto, de fase 3, publicado no último dia 1º na revista The Lancet Oncology.

A leucemia linfocítica crônica (na sigla em inglês CLL) é um dos principais tipos de leucemia que progride lentamente. De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer) de 2020, a estimativa é que ocorram 10.810 novos casos da doença no Brasil.

Como o estudo foi feito?

  • O estudo foi realizado em 196 centros em 21 países;
  • Foram selecionados 432 pacientes aleatoriamente, que tinham acima de 18 anos, além de leucemia linfocítica crônica;
  • Todos os pacientes estavam há pelo menos 24 meses sem tratamento;
  • Eles receberam venetoclax mais obinutuzumabe durante alguns períodos fixos. E outros receberam clorambucil mais obinutuzumabe;
  • Os pacientes foram acompanhados por três anos.

E quais foram os resultados?

A taxa de sobrevida livre de progressão mais longa estimada foi de 81,9% nos pacientes tratados com venetoclax e obinutuzumabe, ante 49,5% no grupo tratado com clorambucil e obinutuzumabe.

Por fim, dois anos após a interrupção do tratamento, a combinação entre venetoclax mais obinutuzumabe continuou a melhorar significativamente a progressão da sobrevivência em comparação com clorambucil e obinutuzumabe.

Esses resultados podem proporcionar uma opção de tratamento de duração limitada para pacientes com leucemia linfocítica crônica não tratada previamente.

Além disso, durante o estudo, os efeitos colaterais graves mais frequentes nos pacientes que receberam venetoclax em combinação com obinutuzumabe ou rituximabe foram pneumonia, sepse, neutropenia febril e SLT (síndrome de lise tumoral). Já as reações comuns foram neutropenia —contagem anormalmente baixa de um tipo de glóbulos brancos—, diarreia e infecção do trato respiratório superior.

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