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Veja 10 dicas do que fazer para aliviar as cólicas menstruais

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Imagem: iStock

Bárbara Therrie

Colaboração para VivaBem

14/08/2020 04h00

Que mulher nunca sofreu com cólicas dolorosas no período menstrual? Para algumas, elas chegam a ser incapacitantes e a única vontade é ficar deitada o dia todo. As cólicas menstruais são dores na região inferior do abdome que acometem de 50% a 90% das mulheres em idade fértil. A intensidade é variável, de leve a algumas que chegam a impactar as atividades do dia a dia, reduzindo a qualidade de vida das mulheres.

Apesar de estudada, ainda não se sabe todas as causas e os mecanismos que levam às cólicas. Uma das principais explicações é que temos contrações uterinas intensas que podem acontecer desde horas antes da menstruação até os dois primeiros dias do ciclo.

Outra teoria é que existe um processo inflamatório aumentado nas mulheres que têm queixas mais importantes, esse processo está baseado no aumento das prostaglandinas. As prostaglandinas são substâncias químicas, que se assemelham a hormônios, e atuam na regulação de fatores inflamatórios do corpo.

Existem vários tipos delas, nas mulheres que sentem dor elas estão em desequilíbrio, pois temos mais prostaglandinas que aumentam a intensidade da contração em comparação com as que causam relaxamento.

Além disso, as cólicas podem estar associadas a algumas doenças como endometriose, ademiose, leiomiomas, pólipos, entre outras.

A seguir, veja o que dá para fazer em casa para aliviar as cólicas menstruais.

1 - Calor local

O uso de bolsa de água quente ajuda a aliviar a dor. O calor causa vasodilatação e ativa o fluxo sanguíneo inibindo os efeitos das prostaglandinas e ativando endorfinas que amenizam as dores. Pode ser utilizado um pano com água quente, bolsas de borracha ou em gel ou até mesmo a água do chuveiro sobre o abdome ou na região lombar.

Outra opção é fazer banho de assento quente com chá de aroeira, quixaba, cavalinha e salsa por dez minutos para que se mantenha o local aquecido para que o fluxo aconteça normalmente sem interrupções, pois quando se esfria gera-se coágulos dificultando a saída e gerando as contrações dolorosas.

2 - Escaldar os pés

A mesma ideia do calor no ventre também serve para aliviar as cólicas para quem gosta de escaldar os pés. Coloque água morna para quente (temperatura acima de 37°C com o cuidado de não queimar a pele). Pode adicionar algum chá, erva aromática ou óleo essencial.

Se quiser estimular pontos que ficam nas plantas dos pés, adicione algumas bolas de gude ou pedrinhas arredondadas para massagear. A água deve preencher a altura do tornozelo.

3 - Aposte nos chás

Chá de camomila - Getty Images - Getty Images
Imagem: Getty Images

Em relação aos chás, camomila, erva-doce, hortelã, lavanda, agoniada, alecrim, algodoeiro, hortelã e dong quai são plantas que possuem efeito antiespasmódico, analgésico, relaxante, calmante e anti-inflamatório.

4 - Alimentação

Várias orientações com relação à dieta têm sido descritas para ajudar a diminuir as cólicas menstruais, no entanto, ainda há controvérsia para determinar qual a mais efetiva. Uma delas é a dieta com pouca gordura, pobre em sódio e com consumo de leite. A ausência de cálcio (presente no leite) nas células musculares pode causar uma excitação das fibras musculares, causando dor. Portanto, investir numa dieta rica em cálcio pode melhorar esses incômodos.

A suplementação com magnésio também tem efeito protetor para as cólicas menstruais porque ajuda no relaxamento das fibras musculares.

De acordo com a medicina tradicional chinesa, alimentos crus ou frios podem manter a energia dos canais da região do abdome estagnadas e isso gera piora nas dores. Por esse motivo, prefira o consumo de alimentos quentes, como chás e sopas, evitando sorvetes, saladas em excesso, principalmente no período noturno. Também evite o consumo de água gelada ou fria, assim como receber vento frio com exposição de partes do corpo. Essa proteção da temperatura evita que a energia ligada ao clima se transforme em energia perversa e bloqueie ainda mais os canais de energia do fígado, rim, baço e pâncreas.

5 - Evite fumar

Dentre alguns comportamentos que podem piorar as cólicas, um deles é o tabagismo, já que o tabaco induz a vasoconstrição, causando uma hipóxia (baixa de oxigênio nos tecidos) do útero e piorando as dores. Diante disso, evitar fumar melhora as dores.

6 - Faça exercícios físicos

Mulher descansa após fazer exercício físico; mulher após corrida - ThinkStock - ThinkStock
Imagem: ThinkStock

Exercícios físicos são sabidamente relacionados à diminuição da dor durante o período menstrual. Existe uma melhora importante da dor nas mulheres ativas quando comparadas às sedentárias.

Atualmente, sugere-se pelo menos 150 minutos de exercícios por semana para que a pessoa seja considerada ativa. Eles devem ser praticados com regularidade para que a pessoa sinta o benefício dessa prática, pois em algumas situações, durante a presença da cólica, principalmente se essa for muito intensa, ela pode não conseguir realizar a atividade.

7 - Descanse

O estresse, o estilo de vida da mulher moderna sobrecarregada de atividades, sem o contato com a natureza e sem a prática de hábitos saudáveis, contribuem para o aumento das dolorosas contrações. O impacto das desordens nervosas em nossa musculatura, inclusive no endométrio, é grande.

Durante o repouso do corpo (quando a pessoa dorme), o equilíbrio orgânico se restabelece para irrigar o corpo durante a vigília. Ou seja, dormir serve para o organismo refazer os estoques de proteínas e enzimas gastos durante o dia.

Portanto, descansar, evitar estresse e manter um estilo de vida saudável ajudam a reduzir a intensidade das cólicas.

8 - Massagens

Um estudo realizado na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em 2005 atribui um efeito positivo à Massagem do Tecido Conjuntivo (MTC) como terapêutica alternativa à medicamentosa para mulheres com dismenorréia.

A técnica para se fazer a massagem é a básica. Ela pode ser feita na região abdominal abaixo do umbigo, na linha média, como se estivesse palpando o útero. E na região lombar de fora para dentro trazendo a pele e a musculatura em movimentos suaves acima da bacia em direção à coluna.

Utilize o dedo polegar e massageie em movimento circular e no sentido horário (para ativar as energias) por cerca de dez minutos. Em intervalos durante o movimento, faça uma forte pressão por cinco segundos. Pode ser que você sinta algum desconforto por algum tempo, mas aumente os movimentos e a pressão, aos poucos, até sentir-se confortável.

9 - Acupuntura e acupressão

acupuntura - iStock - iStock
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Segundo a teoria da medicina tradicional chinesa, a dor é semelhante ao bloqueio de energia. Nosso corpo é composto por diversos canais de energia —os meridianos— e ao longo desses canais temos regiões específicas que representam pontos de maior concentração de energia. Quando a mulher apresenta cólica menstrual, com alguma frequência elas estão com energia estagnada e necessitam circular essa energia, e é exatamente o que a acupuntura/acupressura irá fazer.

A acupuntura, que consiste no uso de agulhas, pode ser realizada nos mesmos pontos em que são feitas as massagens (nas regiões abdominal e lombar). O procedimento deve ser feito por um profissional capacitado.
Já a acupressão, no ponto BP6 que fica 4 dedos acima do maléolo na parte interna da perna e atrás da tíbia, atua de forma a harmonizar as energias femininas, regularizando esse fluxo, equilibrando o nervosismo e a liberação dos hormônios adequados ao equilíbrio.

10 - Estimulação elétrica

A TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea) é um tratamento de eletroestimulação através de um pequeno dispositivo portátil que pode ser utilizado em casa. Deve ser usado de maneira contínua, para que em algumas semanas o efeito seja notado.

A hipótese é que atue sobre a contratilidade aumentada do útero, diminuindo os sinais dolorosos e também sobre a liberação de endorfinas (hormônio que causa a sensação de bem-estar) dos nervos periféricos.

Fontes: Ana Paula Avritscher Beck, ginecologista do Departamento Materno Infantil do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Thiago Luccas Gomes, coordenador do Grupo de Trabalho de Práticas Integrativas Complementares (PICs) da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade); e Paulo Solano, naturopata e iridologista, fundador do Ibrin (Instituto Brasileiro de Iridologia e Naturopatia).

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