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Toni Garrido: "Trabalho com letras, já é exercício de memória para velhice"

Do VivaBem, em São Paulo

07/08/2020 10h30

No Conexão VivaBem desta sexta-feira (7), Toni Garrido disse que espera que seu trabalho funcione como um exercício constante para a sua memória, algo que possa ser benéfico no futuro.

"Eu trabalho com letras, trabalho com memória direto, o tempo todo. Na realidade, talvez seja um exercício. Se eu não fiz isso na escola, eu fiz isso a minha vida inteira, a partir dos 13 anos, quando comecei a fazer teatro, a trabalhar com o texto, a decorar. Depois, com 15, comecei a fazer música e a decorar canções", disse. "A sensação que tenho é que é um exercício para uma longevidade melhor".

De acordo com a geriatra e professora Claudia Suemoto, desenvolver essas habilidade cognitivas realmente funciona como uma reserva. "Provavelmente, uma pessoa como eu, que tem muita habilidade matemática, se eu tiver demência, vou preservar essa habilidade por mais tempo, porque ela é mais solidificada no meu cérebro. Então, tudo o que a gente constrói e repete se mantém, mesmo quando o cérebro está doente, quando se tem um problema grave de memória", disse.

Suemoto afirmou que quando as pessoas ficam com demência, ou seja, têm uma doença cognitiva, normalmente perdem a capacidade de fazer coisas que elas estão menos hábeis a fazer durante a vida. Por esse motivo, é sempre importante tentar diversificar as atividades cognitivas, mesmo após a velhice.

"Aprender uma coisa nova sempre é importante, existe um desafio. É mais difícil aprender a mexer no Ipad quando se é mais velho, é mais difícil aprender a tocar um instrumento musical, aprender uma outra língua, mas você deve, sim, tentar", disse a geriatra.