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Coronavírus pode estar entre morcegos há mais de 70 anos, sugere estudo

Morcegos em exibição em um mercado de carnes na China - GOH CHAI HIN / AFP
Morcegos em exibição em um mercado de carnes na China Imagem: GOH CHAI HIN / AFP

De Viva Bem, em São Paulo

31/07/2020 08h50

Um estudo publicado nesta semana na revista científica "Nature Microbiology" aponta que o novo coronavírus pode estar em circulação entre morcegos por mais de 70 anos antes de infectar humanos e provocar a pandemia da covid-19.

O estudo foi comandado pelo pesquisador Maciej F. Boni, da Universidade Estadual da Pensilvânia, e contou com a participação de especialistas dos Estados Unidos, Bélgica, China e Reino Unido.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores traçaram uma espécie de árvore genealógica do vírus. Eles compararam o Sars-Cov-2 com partes do genoma de vírus do mesmo subgênero (sarcovírus) que não sofreram troca de material genético ao longo do tempo.

Com isso, foi identificado que o novo coronavírus compartilha uma linhagem ancestral de outro vírus, o RaTG13, que é o seu parente mais próximo já catalogado e identificado em morcegos na província de Yunnan, na China.

A partir do uso de três técnicas diferentes para tentar identificar partes do genoma que não passaram por trocas genéticas, os pesquisadores chegaram a três datas possíveis para a separação do Sars-Cov-2: 1948, 1969 e 1982.

O estudo também sugere que humanos possam ter sido infectados pelo coronavírus diretamente dos morcegos, embora não descarte que os pangolins —-um mamífero que se assemelha ao tatu-bola— possam ter sido um hospedeiro intermediário entre morcegos e humanos.

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